Justiça nega habeas corpus a coronel réu por feminicídio
Defesa de Geraldo Leite Rosa Neto pedia soltura com medidas cautelares, mas pedido foi rejeitado pelo Judiciário
A Justiça negou um novo pedido de habeas corpus formulado pela defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu acusado pelo feminicídio de sua ex-esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana. Com a decisão, o oficial segue detido enquanto aguarda o andamento do processo judicial. A defesa do acusado alegava que a manutenção da prisão seria ilegal e solicitou que ele pudesse responder ao processo sob a aplicação de medidas cautelares, com prestação de serviços. O Judiciário, no entanto, indeferiu a solicitação de soltura. O crime ocorreu no estado de São Paulo. Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro da própria residência. Em seus depoimentos, Geraldo alegou que a vítima teria tirado a própria vida utilizando a arma dele. A versão de suicídio foi contestada pelos laudos da perícia técnico-científica da Polícia Civil. A análise da trajetória do disparo e da dinâmica de utilização da arma apontou a impossibilidade de a vítima ter cometido suicídio, indicando que a cena do crime foi forjada. Durante interrogatório que se estendeu por oito horas, o militar manteve a negativa de autoria, afirmando sonhar com a ex-companheira e demonstrando comoção. O oficial segue recolhido à prisão à espera dos desdobramentos processuais e de novas perícias.