Lula avalia nomes para ministérios e planeja sucessão política
Esplanada deve abrigar aliados após eleições e governo já projeta lideranças para a disputa presidencial de 2030.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou as articulações para reorganizar a Esplanada dos Ministérios e definir a composição do governo federal a partir do próximo ano. A reformulação busca acomodar aliados políticos que disputaram as últimas eleições e preparar a estrutura de governabilidade no Congresso Nacional. Nomes cotados para a Esplanada Entre as pastas consideradas estratégicas, o Ministério da Fazenda reúne diferentes opções nos bastidores de Brasília. Entre os nomes avaliados estão Simone Tebet, Fernando Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin, cogitado como uma alternativa para dialogar com o mercado financeiro. Para a articulação política na pasta de Relações Institucionais, setor visto como fundamental para o diálogo com o Congresso, os nomes cotados incluem a ex-ministra Gleisi Hoffmann e o deputado André Janones. No Ministério do Meio Ambiente, o retorno de Marina Silva é considerado, enquanto a Casa Civil é avaliada para ser chefiada pelo senador Camilo Santana, que atuou na coordenação de campanha no segundo turno. Planejamento de sucessão para 2030 Além da nova montagem ministerial, os bastidores do governo federal já desenham cenários para a sucessão presidencial de 2030, quando Lula não disputará novo mandato consecutivo. A estratégia prevê a projeção e consolidação de lideranças ao longo dos próximos quatro anos. Entre os principais nomes no radar para uma futura candidatura presidencial estão Camilo Santana, com força política no Nordeste; Fernando Haddad, pela experiência executiva; Simone Tebet, pelo trânsito no agronegócio; e Guilherme Boulos, pela capacidade de articulação com movimentos sindicais e estudantis.