Polícia Federal pediu apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro 7 minutos após definição do resultado do 2º turno
Alexandre de Moraes autorizou a medida ainda na noite de domingo, sem consultar previamente a Procuradoria-Geral da República. O post Polícia Federal pediu apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro 7 minutos após definição do resultado do 2º turno apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.
A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apenas sete minutos após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar sua derrota na disputa pela Presidência da República. O pedido foi analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a medida ainda na noite de domingo. A determinação foi cumprida na manhã de segunda-feira (26), quando o parlamentar visitava o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. Flávio foi comunicado sobre a apreensão dos documentos durante a visita. A decisão de Moraes, segundo Malu Gaspar, do Globo, ocorreu sem consulta prévia à Procuradoria-Geral da República (PGR). O horário exato em que o ministro assinou a ordem, no entanto, não foi esclarecido pelo Supremo, apesar de questionamento encaminhado ao tribunal. PF citou empresa em Portugal e declaração de Eduardo Bolsonaro A solicitação da Polícia Federal foi fundamentada principalmente em dois elementos: a vinculação de Flávio Bolsonaro a uma empresa sediada em Portugal e uma declaração pública feita por seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Segundo a investigação, Flávio constava como “usuário master” de uma conta da Alcazar Holding, empresa mantida pelo advogado Willer Tomaz na Ilha da Madeira, em território português. O senador permaneceu associado à conta nessa condição até maio de 2025. Outro ponto mencionado pelos investigadores foi uma entrevista concedida por Eduardo Bolsonaro a um podcast em 23 de outubro, durante a campanha presidencial. Na ocasião, ele comentou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a possibilidade de Flávio ser investigado pela PF caso perdesse a eleição e deixasse de contar com imunidade parlamentar. Eduardo afirmou que, se o irmão não vencesse a disputa, seria favorável à sua saída do Brasil. A manifestação foi incorporada à fundamentação do pedido apresentado ao STF. Leia também: Polícia Federal intima Flávio Bolsonaro a entregar passaportes Permanência de advogado nos Estados Unidos entrou na análise A Polícia Federal também destacou a situação de Willer Tomaz, que estava em Miami desde 25 de agosto, sem previsão de retornar ao Brasil. Conforme a representação, o advogado possui condições financeiras para permanecer fora do país por tempo indeterminado. Essa circunstância foi apresentada pelos investigadores como outro elemento relevante para a solicitação. Tomaz é investigado em dois procedimentos relacionados à Operação Sem Desconto, que apura desvios de recursos de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Um desses inquéritos tramita sob a relatoria do ministro André Mendonça, do STF, e examina negócios envolvendo o advogado e o senador Weverton Rocha (PDT-MA). O parlamentar é suspeito de participação no esquema investigado, que também envolve Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Flávio Bolsonaro questiona decisão do STF A apreensão dos passaportes provocou reação entre integrantes da campanha do Partido Liberal (PL), que interpretaram a atuação do Supremo como uma retaliação política contra o senador após o resultado eleitoral. Em vídeo divulgado nas redes sociais na segunda-feira (26), Flávio Bolsonaro criticou a determinação judicial e relatou ter sido informado da medida depois de visitar Jair Bolsonaro. O parlamentar também questionou a fundamentação utilizada pelo ministro Alexandre de Moraes, especialmente a referência à declaração de Eduardo Bolsonaro, feita antes da conclusão da disputa presidencial. Flávio argumentou que o raciocínio apresentado para justificar a restrição também poderia ter sido aplicado caso ele tivesse vencido a eleição, contestando a relação entre o resultado das urnas e a decisão judicial. Investigação envolve apostas e movimentações financeiras O segundo procedimento, conduzido sob a relatoria de Alexandre de Moraes, apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo valores recebidos por Willer Tomaz da Loterj, por intermédio da empresa de pagamentos Rio Pag e de outras companhias, incluindo empresas do setor de apostas. Dados da Secretaria de Prêmios e Apostas, vinculada ao Ministério da Fazenda, apontam que Tomaz movimentou R$ 5 bilhões em apostas no ano passado. Flávio Bolsonaro também figura entre os investigados nesse procedimento, que ainda se encontra em estágio inicial. As apurações buscam esclarecer as relações financeiras e empresariais entre os envolvidos. Outro episódio examinado pela Polícia Federal envolve uma viagem realizada pelo senador em janeiro de 2025, dos Estados Unidos para o Brasil, em uma aeronave Legacy 500. Na ocasião, a Alcazar Holding detinha participação de 33,3% no avião. Entre os demais proprietários estava o empresário Daniel Vorcaro. De acordo com informações levantadas pela PF, Vorcaro transferiu posteriormente sua participação na aeronave para a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. A transferência teria ocorrido como pagamento por serviços advocatícios que não foram especificados. O post Polícia Federal pediu apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro 7 minutos após definição do resultado do 2º turno apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC .