Benjamin Netanyahu vota em eleição em Israel

Por CBN — Mundo · Categoria: Internacional ·

Marcia Bechara, da RFI, destaca que Israel vive, nesta terça-feira (27), uma das eleições mais importantes de sua história recente. Cerca de 7,3 milhões de eleitores são chamados às urnas nestas primeiras legislativas, desde os ataques do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que deixaram mais de 1,2 mil

Marcia Bechara, da RFI, destaca que Israel vive, nesta terça-feira (27), uma das eleições mais importantes de sua história recente. Cerca de 7,3 milhões de eleitores são chamados às urnas nestas primeiras legislativas, desde os ataques do Hamas, em 7 de outubro de 2023, que deixaram mais de 1,2 mil mortos em território israelense e desencadearam a guerra em Gaza, além de confrontos no Líbano e com o Irã. Ao votar hoje, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fez um apelo aos eleitores para que votem corretamente. A declaração foi dada após ele depositar sua cédula na urna. Ele também atacou abertamente adversários árabes e israelenses. A votação é amplamente vista como um julgamento político da atuação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu durante o período mais traumático vivido pelo país nas últimas décadas. Aos 77 anos, Benjamin Netanyahu tenta conquistar mais um mandato e ampliar um recorde que já é impressionante. Ele governou Israel entre 1996 e 1999, voltou ao poder, em 2009, e permanece no cargo desde 2022. Mas o cenário agora é muito diferente daquele que o consagrou como político dominante da vida israelense. Desde os ataques de outubro de 2023, Benjamin Netanyahu é alvo de críticas de parte da população por não ter conseguido impedir a ação do Hamas. O premiê rejeita qualquer responsabilidade pessoal pelas falhas de segurança. Ele fez campanha defendendo a própria experiência como garantia para enfrentar as ameaças externas, especialmente, o Irã. Benjamin Netanyahu também destacou ao longo da campanha o apoio do presidente norte-americano Donald Trump. O principal adversário é o ex-chefe das Forças Armadas Israelenses, Gadi Eisenkot, de 66 anos, que ganhou projeção nacional durante a guerra. Eisenkot prometeu criar uma comissão pública de investigação para apurar supostas falhas que teriam permitido os ataques do 7 de outubro de 2023. A trajetória de Netanyahu também foi marcada por perdas pessoais durante o conflito em Gaza. Um filho dele e dois sobrinhos morreram na guerra. As pesquisas divulgadas antes da votação indicavam uma disputa muito equilibrada entre o Likud, partido de Netanyahu, e a Legenda de Centro, liderada por Gadi Eisenkot. Israel vencer uma eleição não significa, necessariamente, conseguir formar um governo. O país adota um sistema parlamentar proporcional para escolher os 120 integrantes da Knesset, o parlamento israelense. Nenhum partido jamais conquistou sozinho a maioria absoluta de 61 cadeiras, por isso os governos são tradicionalmente formados por coalizões. Mesmo se terminar à frente, Netanyahu vai ter que continuar dependente do apoio de partidos da extrema direita para permanecer no poder. Já uma vitória da oposição não garante automaticamente uma mudança de governo, porque Gadi Eisenkot também precisaria reunir aliados suficientes para formar uma coalizão estável. As urnas serão fechadas na noite desta terça-feira (25). Os resultados finais são esperados até o dia 30 de outubro. Depois disso, o presidente israelense, Isaac Herzog, vai iniciar consultas com os partidos representados no parlamento para decidir quem terá a missão de formar o próximo governo. O escolhido terá até 42 dias para montar sua equipe e provar que possui maioria para governar.