Axia estrutura financiamento de até R$ 680 milhões para transmissão no RN
Carta-mandato foi firmado com o IDB Invest, instituição membro do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID
A Axia Energia anunciou nesta terça-feira (27) a estruturação de um financiamento de até R$ 680 milhões para o desenvolvimento e implantação do Lote 7 de transmissão , no Rio Grande do Norte. A estruturação está sendo feita a partir de uma carta-mandato com o IDB Invest , instituição do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) voltada ao setor privado. A assinatura da carta dá início às avaliações e negociações para a possível operação. Leia Mais Copel defende relicitação de hidrelétricas e critica renovação por “Excel” Impasse entre Axia e Origem pode atrasar 7 térmicas do leilão de capacidade Cade dá aval para Axia Energia Norte assumir 100% da Transnorte Energia Entretanto, uma eventual participação do IDB ainda depende da conclusão das análises, da negociação dos documentos e das aprovações internas aplicáveis. O lote foi conquistado pela empresa no Leilão de Transmissão realizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em outubro do ano passado. Segundo a Axia, o empreendimento tem prazo de construção de 42 meses e estimativa de gerar 2.299 empregos durante a implantação. Para Eduardo Haiama , vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, o potencial financiamento faz parte da nossa estratégia de crescer com disciplina na alocação de capital. “Ter o BID ao nosso lado reforça a relevância do projeto, pela experiência e pelo rigor da instituição na avaliação de investimentos”, disse. Ainda segundo Haiama, o projeto combina geração de valor com uma contribuição concreta para a segurança do sistema elétrico. O lote é formado pelos sublotes 7A e 7B, tem a RAP (Receita Anual Permitida) contratada de R$ 71,9 milhões por ano e prevê a instalação de três compensadores síncronos de 500 kV, sendo dois na Subestação Açu III e um na Subestação João Câmara III. Ambos os equipamentos contribuem para o controle de tensão e a estabilidade da rede, especialmente importantes para o Nordeste, que é marcada pela forte presença de geração renovável. A Subestação João Câmara III integra um corredor relevante de transmissão e funciona como hub para a conexão de fontes renováveis.