Flávio Bolsonaro ainda não entregou passaporte para a PF após determinação de Moraes

Por CBN — Brasil · Categoria: Nacional ·

Perto de 24 horas após o prazo de entrega dos passaportes, o senador Flávio Bolsonaro ainda não deu para a Polícia Federal os documentos, conforme determinado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. O parlamentar também está proibido de deixar o país e de manter contato com o advogado Willer Tomaz

Perto de 24 horas após o prazo de entrega dos passaportes, o senador Flávio Bolsonaro ainda não deu para a Polícia Federal os documentos, conforme determinado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. O parlamentar também está proibido de deixar o país e de manter contato com o advogado Willer Tomaz. Os dois são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo bets. A decisão do ministro foi tomada após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro dizer num podcast que aconselharia o irmão a deixar o Brasil caso perdesse a eleição. Num vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro criticou a decisão de Moraes, mas afirmou que vai cumprir a ordem de entregar os passaportes. Em meio a isso, a Polícia Federal está apurando com o governo argentino a informação divulgada pelo portal do país Infobae se o senador Flávio Bolsonaro (PL) estaria fugindo para os Estados Unidos pela Argentina. Os agentes já afirmaram, no entanto, que a fuga não teria ocorrido por meios tradicionais, visto que não há registro deles via aeroporto ou por meio das fronteiras. Ele iria da Argentina para os EUA com partida prevista de Puerto Iguazú, Misiones. A PF entrou em contato com autoridades na Argentina para entender a situação. Para a Bloomberg, o porta-voz do governo Milei, Fabián Fernández, negou que Flávio Bolsonaro tenha entrado no país ou que houve alguma decolagem para os EUA com uma aeronave similar a descrita. O Ministério de Segurança também disse ao jornal La Nación que não há registro de entrada. Site FlightRadar24 mostra rota da aeronave Gulfstream G400, matrícula LV-JQW Reprodução/FlightRadar24 A suposta viagem acontece logo após o próprio senador relatar ter sido abordado pela Polícia Federal, em Brasília. Depois de pedido da PF, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a apreensão de seus passaportes e o proibiu de sair do país. A medida foi no inquérito que investiga suspeita de lavagem de dinheiro. O advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, também é investigado. O senador foi derrotado por Lula no segundo turno das eleições presidenciais no domingo, nega as acusações e diz sofrer intimidação. Segundo o portal, ele teria cruzado a fronteira com o documento de identidade. De Puerto Iguazú, ele viajaria para os Estados Unidos a bordo de uma aeronave Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly SA . Segundo informações do portal, a empresa solicitou liberação alfandegária e de imigração para quatro passageiros e três tripulantes. O jornal La Nación cita que um voo estava programado, com essa matrícula, de sair às 2h da manhã com quatro passageiros. Mas a partida foi cancelada porque um dos passageiros não havia chegado, citando fontes da Polícia de Segurança Aeroportuária. Segundo a polícia de Misiones, o avião permanece em Puerto Iguazú. Os pilotos são cidadãos argentinos. A Baires tem como presidente e dono oficialmente Luis Grande. Apesar disso, a Justiça e polícia argentina investiga se estaria sob o nome de Sergio Daniel Mastropietro. Ele foi processado pela Justiça nas investigações sobre um suposto esquema de corrupção na Agência Nacional de Discapacidade (ANDIS). O caso seria de lavagem de dinheiro através de esquema de irregularidades em contratos de medicamentos e equipamentos médicos da ANDIS sob a gestão Milei. O presidente argentino, inclusive, já teria viajado para os EUA logo após a posse em um jatinho da empresa. Suposto avião que levaria Flávio Bolsonaro da Argentina para os Estados Unidos. Reprodução/Infobae Informações do site Flight Radar, que monitora voos no mundo inteiro, um voo de mesma matrícula saiu de Buenos AIres para a cidade de Puerto Iguazú, aterrissando às 23h45 dessa segunda-feira (26). Apesar disso, não há registro da aeronave ter saído da cidade. O coordenador-geral de campanha de Flávio, Rogério Marinho, afirmou ao portal Metrópoles que ele não saiu do país. Até agora, o governo de Javier Milei foi o único na América do Sul a não reconhecer ou não fazer nenhum pronunciamento sobre a vitória de Lula nas eleições. Segundo o jornal La Nación, não era esperado nenhum pronunciamento por parte do país.