Eleição em Israel já registra recorde e tem maior índice de participação desde 1973
A participação nas eleições israelenses desta terça-feira, 27, vistas como um referendo sobre o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu atingiu o nível mais alto já registrado até a metade do dia, informou a Comissão Central de Eleições. Mais 3,29 milhões de israelenses — o equivalente a 44,9% dos elei
A participação nas eleições israelenses desta terça-feira, 27, vistas como um referendo sobre o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu atingiu o nível mais alto já registrado até a metade do dia, informou a Comissão Central de Eleições. Mais 3,29 milhões de israelenses — o equivalente a 44,9% dos eleitores aptos — votaram ainda de manhã. Segundo Dean Livne, chefe da comissão, esse é o maior índice registrado desde que o órgão começou a compilar tais estatísticas, em 1973 . Mais de 7 milhões de israelenses vão às urnas para eleger o novo primeiro-ministro do país . A eleição é a primeira desde os atentados terroristas de 7 de outubro de 2023 , um dos piores da história de Israel. Nas urnas, outras questões internas da sociedade israelense também estarão em pauta. A principal delas envolve o serviço militar de comunidades de judeus ortodoxos. O tema polariza a sociedade israelense há anos, mas ganhou mais peso em virtude dos conflitos recentes nos quais o país se envolveu, que exigiu grande mobilização militar. Desde que o Hamas invadiu Israel naquele sábado, deixando mais de 1200 mortos e 251 reféns, Netanyahu reagiu com uma ampla operação militar na Faixa de Gaza , que deixou 74 mil mortos e deslocou cerca de 90% da população, segundo a ONU. O conflito se espalhou para o Líbano , o Iêmen e posteriormente, o Irã . A resposta israelense recebeu críticas de parte da comunidade internacional, sobretudo na Europa Ocidental, em meio a denúncias de genocídio e limpeza étnica da população de Gaza — que Israel nega e diz serem politicamente motivadas. O cenário levou à ascensão de uma figura relativamente nova dentro da política: o ex-general Gadi Eisenkot . Respeitado no establishment do país, ele comandou o Exército entre 2015 e 2019, sob o próprio Netanyahu. Judeu sefaradita com raízes no Marrocos, como a maioria da população israelense, Eisenkot ganhou força política após o ataque do Hamas, quando fundou, em 2025, o partido Yashar. Segundo a média das últimas pesquisas de opinião publicada pelo diário Haaretz , o Yashar é o favorito para ganhar a eleição, com 23 cadeiras, contra 21 do Likud de Netanyahu.