Itaú BBA vê oportunidade após tombo do Ibovespa e aponta 7 ações atrativas
Após o Ibovespa cair 13,9%, o Itaú BBA aponta sete ações com métricas atrativas. Veja quais são e entenda a avaliação do banco.
Após o forte ajuste do mercado , depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato, o Itaú BBA avalia que a queda do Ibovespa abriu espaço para oportunidades de compra de ações brasileiras. Em relatório, o banco destaca que o índice caiu 13,9% na sessão de 26 de outubro, a pior desde a covid-19, e acumula recuo de 14% em cinco pregões, para 176.608 pontos. No mesmo intervalo, o índice de small caps caiu 25%. Segundo o banco, houve rotação para commodities , com Celulose e Papel, Agronegócio e Siderurgia e Mineração liderando, enquanto Educação, Bens de Consumo e Transporte e Logística ficaram entre os piores. Os analistas Daniel Gewehr, Matheus Marques e Raphael Matutani afirmam que, com o sell-off , o valuation do Ibovespa caiu para 8,1 vezes o lucro (P/L), abaixo da média histórica de dez anos de 10 vezes - o menor nível já observado foi 6,1 vezes em 2022. Excluindo a Petrobras e a Vale , o múltiplo do índice ficaria em 9,0 vezes, mais de 1,5 desvio-padrão abaixo da média histórica de 11,9 vezes, segundo o relatório. O Itaú BBA também aponta aumento da dispersão: 11 de 16 setores estariam negociando com desconto em relação ao histórico e 64,7% das empresas do Ibovespa estariam abaixo de sua média de cinco anos. Além disso, 6 de 9 setores estariam com desconto em relação a emergentes (EM). Entre os setores com menor P/L médio, o banco cita incorporadoras (4,4 vezes), educação (4,7 vezes) e óleo e gás (5,3 vezes), enquanto bens de capital (16,7 vezes) e alimentos e bebidas (13,2 vezes) aparecem entre os mais caros. No indicador de prêmio de ações em relação aos juros reais, o banco afirma que o prêmio de retorno “implícito” das ações do Ibovespa está em 5,1%, em linha com a média de dez anos pela primeira vez desde agosto de 2025. Após a queda, o Itaú BBA lista sete ações com métricas que considera atrativas: Axia , com taxa interna de retorno (TIR) real estimada em 14,8%; Sabesp , com 12,4%; Orizon , com 18,1%; Cury , com rendimento médio estimado de 12,9% em 2027 e 14,9% em 2028; XP , a 7 vezes lucro e 7% de rendimento médio em 2027; Rede D’Or , com 35% de desconto ante o histórico; e Petrobras , com rendimento médio estimado de 12% em 2027. O relatório também destaca que temas de menor beta (volatilidade), como Exportadoras (-4,4%), Estatais (-9,2%) e beneficiárias do agro (-9,8%), tiveram as melhores performances em cinco pregões, enquanto cestas de maior risco, como High Beta (-43,7%), Mais Vendidas (-33,0%) e Revisões Negativas (-30,0%), tiveram as piores quedas. Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.