MPT processa deputada após ela sugerir demissão de eleitores de Lula
Índia Armelau (PL) falou nas redes sociais que "não faz sentido nenhum manter" na empresa "quem odeia empresários"; parlamentar disse que não estava falando em "demissão em massa"
O MPT-RJ (Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro) entrou com uma ação cível pública após a deputada estadual reeleita Índia Armelau (PL) sugerir que empresários demitissem eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi confirmada pela CNN Brasil . A abertura da apuração ocorreu após ela publicar nas redes sociais uma mensagem que dizia: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários” . O MPT entende que a mensagem “estimula o assédio eleitoral e a discriminação por convicção política”. As autoridades ainda pedem à Justiça do Trabalho que Índia “deixe de incentivar empregadores a discriminar, demitir ou perseguir pessoas”. Leia Mais Conheça os 70 deputados estaduais eleitos pelo Rio de Janeiro em 2026 MPF investiga diretor-geral da PF por suspeita de vazamento no caso INSS Dani Balbi é reeleita deputada estadual pelo Rio de Janeiro O ministério também solicita que a deputada publique, em até 24 horas após a decisão, um comunicado informando que “empregados podem escolher livremente seus candidatos” . O MPT pede multa de R$ 100 mil caso a determinação não seja cumprida, além do pagamento de R$ 500 mil por dano moral coletivo. Nas redes sociais, Índia disse que não estava falando em “demissão em massa” e que estaria apoiando a campanha “Não Contrate Quem Odeia Empresários”. Para ela, patrões conservadores devem recrutar empregados do mesmo espectro político. A CNN Brasil também tentou contato com Índia Armelau para mais posicionamento, mas não teve retorno. Veja a íntegra do primeiro discurso de Lula após ser reeleito | CNN ELEIÇÕES