Após resultado do 2º turno, ala do PL admite negociar com Alcolumbre no Senado
Partido tem a maior bancada da Casa, com 28 senadores, mas parte da legenda ainda defende candidatura própria para 2027. O post Após resultado do 2º turno, ala do PL admite negociar com Alcolumbre no Senado apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.
A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial mudou os planos do partido para a disputa pelo comando do Senado em 2027. Uma ala da legenda já admite negociar com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que saiu fortalecido com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar disso, o PL ainda pretende lançar um candidato próprio à presidência do Senado. O partido terá 28 senadores na próxima legislatura, a maior bancada da Casa, mas precisará conquistar o apoio de outras legendas para alcançar os 41 votos necessários à eleição. Segundo o jornal O Globo, integrantes do PL avaliam que a vitória de Lula aumentou as chances de Alcolumbre conseguir apoio dos partidos de centro para permanecer no comando do Senado. Uma eventual negociação com o atual presidente, porém, ainda não é uma estratégia oficial da legenda. Leia também: Lula reúne Motta, Alcolumbre e equipe econômica para discutir próximos passos do governo PL ainda defende candidatura própria Antes da derrota de Flávio, parte da direita trabalhava para conquistar a presidência do Senado com o apoio de um possível governo bolsonarista. O nome preferido era o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio. Caso Marinho assumisse um ministério em um eventual governo do PL, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) era considerada uma alternativa. Com a reeleição de Lula, o partido perdeu a possibilidade de contar com o apoio do Palácio do Planalto para ampliar suas negociações no Congresso. Mesmo assim, parte da bancada defende manter a candidatura de Marinho. O senador já manifestou publicamente interesse em presidir a Casa e defende mudanças na relação entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre, por sua vez, já trabalha para permanecer no cargo por mais dois anos. Nas articulações políticas, o atual presidente também chegou a sinalizar a possibilidade de dar andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF, uma das pautas defendidas por parlamentares da direita. Com a vitória de Lula, integrantes do PL avaliam que esse movimento pode perder força diante das negociações necessárias para a reeleição de Alcolumbre. Disputa também envolve a Câmara O PL também pretende ampliar sua influência na Câmara dos Deputados, onde elegeu 121 parlamentares. A legenda avalia disputar a presidência da Casa em 2027, em vez de apoiar automaticamente a permanência de Hugo Motta (Republicanos-PB), que também saiu fortalecido após a reeleição de Lula. Entre os nomes citados para uma possível candidatura estão o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o deputado Altineu Côrtes (RJ). Para eleger o presidente da Câmara no primeiro turno, são necessários 257 votos, caso os 513 deputados participem da votação. Motta foi eleito em fevereiro de 2025 com 444 votos, apoiado por uma aliança de 17 partidos que reuniu legendas da esquerda à direita, incluindo PT e PL. A disputa pelo comando das duas Casas será uma das primeiras decisões políticas da nova legislatura, que começa em 2027. O post Após resultado do 2º turno, ala do PL admite negociar com Alcolumbre no Senado apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC .