Citi corta preço-alvo da Suzano para R$ 52, mas mantém compra após eleições; entenda o motivo
Citi reduziu o preço-alvo da Suzano de R$ 65 para R$ 52 por ação. Veja o potencial de alta e o que pesa na avaliação do banco.
O Citi manteve a recomendação de compra para a Suzano ( SUZB3 ) , ao ver a companhia como um nome mais defensivo após as eleições presidenciais no Brasil e bem posicionada em um ambiente de real mais fraco, mas reduziu o preço-alvo de R$ 65 para R$ 52 por ação. O valor implica potencial de alta de 9,7% ante o último fechamento. O corte reflete a atualização do modelo com novas premissas para a curva de preços da celulose de fibra curta ( hardwood ). Os analistas Gabriel Barra e Pedro Ferreira de Mello afirmam que, apesar de reconhecerem uma melhora de sentimento no curto prazo - com a celulose hardwood voltando para cerca de US$ 600 por tonelada na China -, a alta tende a ser difícil de sustentar com a entrada de uma nova onda de capacidade no setor. O relatório cita projetos como OKI e Sucuriú no curto prazo e adições integradas na América Latina e China no longo prazo. Segundo o Citi, os resultados da Suzano são guiados principalmente por dois vetores: preços da celulose e câmbio . Do lado do câmbio, a desvalorização do real beneficia a empresa e, nas contas do banco, o Ebitda de 2027 poderia ser cerca de 5% maior com dólar a R$ 5,50. O Citi afirma que segue assumindo o câmbio de dólar para real de R$ 5,33 em 2027, mas acrescenta que, a R$ 5,50, o preço-alvo chegaria a R$ 61. O relatório também lembra que o banco incorporou ao modelo a aquisição da KC, agora chamada Arbex.