Petrobras, Prio ou Brava? BTG revisa ações de petróleo após queda da Bolsa e aponta oportunidades
Após a queda da Bolsa, BTG Pactual revisa perspectivas para Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3), Brava (BRAV3) e outras empresas do setor. Confira oportunidades, dividendos e riscos apontados pelo banco.
Após a forte queda do mercado no pós-eleição, o BTG Pactual revisitou avaliações e vetores para as ações do setor de óleo e gás no Brasil e avaliou que a depreciação do real tende a favorecer Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e fluxo de caixa livre de diversas companhias, embora com implicações diferentes por perfil de risco e valuation (valor do ativo). Segundo relatório, a Petrobras ( PETR4 ) segue como ação preferida no setor , combinando boa perspectiva operacional e retornos elevados em caixa. Os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha afirmam que a Petrobras oferece uma estimativa de rendimento de fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) de 13% a 16% em 2027 (com rendimento médio de 10% a 11%), considerando Brent a US$ 70-80/barril e spreads de refino (diferença entre o preço do petróleo e o preço dos combustíveis refinados a partir dele) de US$ 30-35/barril . Para o BTG, investidores devem monitorar no curto prazo três pontos: a participação da estatal na reestruturação da Braskem (BRKM5) , uma eventual aquisição da refinaria Mataripe e a política de preços de combustíveis . O banco afirma, porém, que a direção estratégica de médio e longo prazo não deve mudar de forma abrupta. O relatório destaca ainda que o Plano Estratégico 2027-31 , previsto para 23 de novembro, virou um catalisador relevante, com foco em alocação de capital e capex (investimento), em um contexto em que parte do mercado já espera revisão para cima da curva de produção de cinco anos. O BTG cita que a produção de óleo em setembro ficou em cerca de 2,9 milhões de barris por dia, acima do guidance (projeção) de 2,5-2,6 milhões para 2026-27, e avalia que resultados de refino podem seguir robustos , especialmente se o governo mantiver apoio via subsídio ao diesel . Prio se destaca pelo fluxo de caixa, enquanto Brava e PetroReconcavo exigem cautela Entre as juniors, o BTG afirma que a Prio ( PRIO3 ) se destaca pelo fluxo de caixa e pelo potencial de aumento de dividendos , dado que a menor visibilidade para aquisições tende a recolocar a devolução de capital ao acionista no centro da tese. O banco estima rendimento de FCFE de 23% a 27% em 2027 e rendimento médio de 16% a 20%, também sob Brent de US$ 70-80/barril. Sobre a Brava ( BRAV3 ) , o BTG vê combinação interessante de desempenho operacional e possibilidade de crescimento, com campanha offshore (empresa em um país diferente daquele oficial) podendo elevar a produção de cerca de 80-85 mil boe/d para 90-100 mil boe/d. A casa estima yield (rendimento) de FCFE de 20% a 34% em 2027, mas diz que a menor visibilidade sobre a direção estratégica após a Ecopetrol assumir o controle ainda limita o engajamento do investidor na tese . Em PetroReconcavo ( RECV3 ) , o BTG reconhece a forte alavancagem ao câmbio - com receitas em dólar e 60% a 80% do Opex em reais -, mas considera o cenário “pouco inspirador” diante do desempenho operacional fraco no ano . A produção de setembro ficou em cerca de 23,5 mil boe/d, abaixo da média de 26,5 mil boe/d de 2025. O banco calcula yield de FCFE de 5% a 12% em 2027 e dividend yield de 4% a 10%, assumindo Brent de US$ 70-80/barril e produção estável. BTG vê oportunidades em distribuidoras e ações beneficiadas pelo dólar Para Ultrapar ( UGPA3 ) e Vibra ( VBBR3 ) , o BTG diz que as distribuidoras ainda têm espaço, com momento de lucro robusto e valuation mais atrativo após a queda. O banco projeta margens de Ebitda ao redor de R$ 350-380/m³ no 3º trimestre de 2026 , com 4º trimestre ainda em níveis fortes, ajudando na desalavancagem. Em Vibra, porém, o BTG chama atenção para possível intensificação do debate sobre a marca BR , já que a empresa precisa apresentar o plano de desbandeiramento à Petrobras, o que pode gerar noticiário negativo. Em valuation, o banco estima a Ultrapar a cerca de 9,6 vezes P/L em 2027, contra 7,2 vezes da Vibra, mas considera a tese da Ultrapar mais resiliente. O BTG também destaca a OceanPact (OPCT3) como preferida em small caps (ações com menor capitalização de mercado), citando alta alavancagem ao câmbio e valuation considerado atrativo, com 3,8 vezes EV/Ebitda, rendimento de FCFE de 16% em 2027 e rendimento de 13%, além de potencial de alta em receitas via novas licitações da Petrobras. Já a Unipar ( UNIP6 ) pode se beneficiar do real mais fraco apesar do ciclo prolongado ruim na petroquímica; o BTG estima que cada R$ 0,20 de depreciação do câmbio adicione cerca de R$ 110 milhões por ano ao Ebitda, embora a baixa liquidez possa limitar o interesse. *Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.