Após fuga de Flávio, relatora da CPMI do 8/1 teme escalada golpista e pede reforço na segurança

Por Estadão · Categoria: Geral ·

Após ser confirmada a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do País, a senadora Eliziane Gama (PT-MA), que foi relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro , diz temer uma escalada golpista e enviará ofícios a autoridades solicitando o reforço da segurança em Brasília para os p

Após ser confirmada a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do País, a senadora Eliziane Gama (PT-MA), que foi relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro , diz temer uma escalada golpista e enviará ofícios a autoridades solicitando o reforço da segurança em Brasília para os próximos meses. A petista afirmou à Coluna do Estadão ver paralelos entre o modus operandi que Flávio e seus aliados adotaram nos últimos dias com os eventos que culminaram nos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. “O Brasil precisa ficar atento. Alguns acontecimentos após as eleições deste ano nos lembram o caminho que levou aos ataques de 8 de janeiro de 2023”, diz a senadora no ofício que será enviado nesta terça-feira, 27, ao Ministério da Justiça , ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) , ao Ministério da Defesa , ao governo do Distrito Federal e aos presidentes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal . “Não estou dizendo que um novo 8 de janeiro vai acontecer. Mas nós já vimos o que pode ocorrer quando sinais de alerta são ignorados”, afirma Eliziane. A relatora da CPMI do 8 de Janeiro disse ver eventos ocorridos nos últimos dias parecidos com aqueles registrados entre outubro de 2022 e janeiro de 2023. “Eu acompanhei esses acontecimentos como relatora da CPMI do 8 de Janeiro. Sei que os ataques não surgiram do nada. Houve uma escalada, e os sinais estavam diante de nós”, relembra. Aliados de Flávio Bolsonaro intensificaram falas sobre desconfiança no processo eleitoral após a derrota do candidato do PL nas urnas , o que Eliziane vê como um alerta. “Hoje, ainda não vemos uma mobilização comparável àquela de 2022. Mas é justamente por conhecermos essa história que precisamos acompanhar com atenção possíveis ameaças, convocações violentas e ataques às instituições”.