‘Maior arma’: Deltan diz que fuga de Flávio Bolsonaro tira de Moraes trunfo contra impeachment
O senador eleito pelo Paraná afirma que o ministro do STF usaria o inquérito contra Flávio para frear a pressão da direita no Senado O post ‘Maior arma’: Deltan diz que fuga de Flávio Bolsonaro tira de Moraes trunfo contra impeachment apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.
O senador eleito pelo Paraná Deltan Dallagnol afirmou em vídeo publicado nesta terça-feira (27) que a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do país tira do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um instrumento para barrar um processo de impeachment contra ele no Senado. “Moraes teria uma arma para impedir o seu próprio impeachment e, com a saída de Flávio, Moraes perdeu essa arma”, disse. Flávio deixou o Brasil nesta terça rumo aos Estados Unidos, apesar de Moraes ter proibido a saída e mandado que ele entregasse os passaportes. No vídeo, Deltan ainda trata a viagem como possibilidade e diz que falou com o senador pela última vez no domingo (25). “Da última vez que eu falei com ele, no domingo à noite, ele disse que ele ia ficar no Brasil e ia lutar”, contou. Pedido feito em sete minutos Para sustentar a tese de perseguição, Deltan cita uma reportagem da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Segundo a coluna, a representação de 16 páginas da Polícia Federal que pediu a apreensão do passaporte de Flávio foi assinada às 21h16 de domingo, sete minutos depois de o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar matematicamente o resultado, às 21h09. Moraes atendeu ao pedido na mesma noite, sem consultar antes a Procuradoria-Geral da República, de acordo com o relato do senador eleito. Deltan afirma que o texto da PF já estava pronto antes do fim da apuração. “Mandar prender um opositor político depois da eleição é coisa de ditadura”, disse. Ele comparou o caso ao do opositor venezuelano Edmundo González, que teve a prisão decretada em setembro de 2024 e se exilou na Espanha seis dias depois. “Aqui, Flávio não teve ordem de prisão, mas seus aliados temiam isso”, afirmou. Inquérito como ‘escudo’ O senador eleito também cita uma reportagem do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. Segundo a coluna, aliados de Flávio e integrantes do governo Lula avaliam que Moraes usaria o inquérito contra Flávio e o advogado Willer Tomaz como escudo contra um impeachment, diante da eleição de uma bancada maior da direita no Senado. “Na minha leitura, é transformar o Flávio num refém político para a proteção do Moraes”, disse Deltan. Para ele, a saída do país muda esse cálculo. “O inquérito continua, mas uma prisão no exterior depende da cooperação de outro país”, afirmou. Deltan disse ainda que outros países já se recusaram a colaborar com decisões de Moraes por entenderem que havia perseguição política, e citou Itália, Espanha e Estados Unidos. Sobre a decisão de Flávio, o senador eleito disse que a saída seria justificável. “Mas se ele saiu para proteger sua mulher, suas filhas, é completamente compreensível”, afirmou. No fim do vídeo, pediu aos seguidores: “Ore pela família do Flávio. Ore pelo Brasil”. O post ‘Maior arma’: Deltan diz que fuga de Flávio Bolsonaro tira de Moraes trunfo contra impeachment apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC .