EUA e Cuba batem boca durante debate sobre embargo na ONU
O debate sobre o embargo americano contra Cuba na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) foi brevemente interrompido nesta terça-feira, 27, após uma discussão acalorada entre o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, e o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla. Como tod
O debate sobre o embargo americano contra Cuba na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) foi brevemente interrompido nesta terça-feira, 27, após uma discussão acalorada entre o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, e o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla. Como todos os anos desde 1992, Cuba apresenta uma resolução não vinculante que pede o fim do embargo americano, em vigor desde 1962. O texto começou a ser debatido nesta terça-feira e será submetido à votação na quarta-feira, 28. Neste ano, Havana também pedirá a suspensão do bloqueio petrolífero imposto por Washington a Cuba desde janeiro. Enquanto Waltz discursava na tribuna da Assembleia, Rodríguez e outros diplomatas cubanos bateram em uma mesa em sinal de protesto. O chanceler então deixou seu assento e se aproximou da tribuna para levantar uma questão de ordem contra o embaixador americano, que denunciava, entre outros assuntos, a repressão na ilha comunista. “Isto é a Organização das Nações Unidas. Não é a sua ditadura comunista. Você não pode me silenciar”, disse Waltz ao chefe da diplomacia cubana. “Você é um mentiroso”, rebateu Rodríguez. A presidência da Assembleia suspendeu brevemente a sessão e pediu aos representantes que voltassem a seus lugares. Havana acusa Washington de promover uma campanha de pressão “sem precedentes” para que vários países retirem seu apoio à resolução contra o embargo. Tradicionalmente, Cuba obtém amplo apoio na Assembleia Geral. No entanto, em 2025, a resolução recebeu 165 votos a favor, sete contra e 12 abstenções, seu menor apoio nos últimos 20 anos. As autoridades cubanas atribuíram essa queda à campanha diplomática promovida por Washington. / AFP