Movida registra lucro de R$ 152 milhões no 3º trimestre, alta de 117%
A Movida registrou lucro líquido de R$ 152 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 117% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado confirma o valor apresentado na prévia divulgada pela companhia no início deste mês. A receita líquida totalizou R$ 3,870 bilhões, avanço de 2,8% na
A Movida registrou lucro líquido de R$ 152 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 117% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado confirma o valor apresentado na prévia divulgada pela companhia no início deste mês. A receita líquida totalizou R$ 3,870 bilhões, avanço de 2,8% na comparação anual. O volume de vendas diárias passou de 6.085 para 7.439, enquanto a tarifa diária de aluguel de veículos (RAC, na sigla em inglês) subiu de R$ 159 para R$ 167, aumento de 5%. Nos últimos 12 meses, a empresa captou 767 mil novos clientes. O CEO da Movida, Gustavo Moscatelli, atribuiu o desempenho à combinação de precificação dos serviços, ampliação da participação de mercado e disciplina de custos. Em entrevista à Broadcast, ele destacou a expansão da rede de oficinas próprias como uma das principais mudanças na estrutura operacional da companhia. “ Sempre fizemos toda a manutenção por meio de oficinas terceirizadas e começamos a verticalizar a manutenção no começo deste ano. Abrimos centros para preparar os seminovos antes da venda e ‘pit stops’ para manutenção em shopping centers e supermercados para o RAC”, afirmou. A empresa tem atualmente 11 pontos desse tipo e projeta superar 50 unidades no próximo ano, segundo Moscatelli. O Ebitda consolidado alcançou R$ 1,795 bilhão, alta de 21,4% sobre o terceiro trimestre de 2025. No segmento de locação, a margem Ebitda avançou de 72,6% para 74,2% na mesma comparação. No negócio de seminovos, a Movida vendeu 20.051 veículos, queda de 18,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida do segmento foi de R$ 1,471 bilhão, recuo de 16,2%. Moscatelli afirmou que a companhia manteve a estratégia de ajustar o ritmo de vendas de seminovos à sazonalidade da locação, com o objetivo de extrair mais valor dos veículos antes da revenda. Na comparação com o segundo trimestre, o número de carros vendidos ficou estável, enquanto a receita líquida com as vendas cresceu 3,3%. O executivo também destacou a redução do tíquete médio da frota nos últimos três anos, para cerca de R$ 80 mil. A mudança, segundo ele, diminuiu a exposição da empresa à faixa de preços mais afetada pela entrada de veículos chineses no mercado de seminovos. “Com essa mudança de ‘mix’ que fizemos, 90% dos nossos carros são abaixo de R$ 90 mil. Esse carro que temos na nossa frota ainda não compete com carro chinês disponível”, afirmou. O resultado financeiro somou R$ 900 milhões entre julho e setembro, alta de 13,3% em relação ao mesmo intervalo de 2025. A dívida líquida chegou a R$ 17,5 bilhões no terceiro trimestre, ante R$ 15,5 bilhões um ano antes. Apesar do aumento nominal, o prazo médio da dívida foi ampliado de 3,2 para 4,2 anos, enquanto o custo médio caiu de CDI mais 1,9% para CDI mais 1,8% ao ano. Com isso, o indicador de dívida líquida sobre Ebitda recuou de 2,74 vezes para 2,56 vezes na comparação anual. Moscatelli ressaltou a melhora no perfil de endividamento, com vencimentos distribuídos ao longo dos próximos anos e sem concentrações que possam pressionar o caixa da companhia. O CEO também afirmou que a geração de caixa tem avançado em ritmo superior ao crescimento da dívida. “Todo trimestre apresentamos uma redução. Obviamente, quando você olha a despesa financeira, com juros elevados e a companhia com a intensidade de capital que tem para fazer seu negócio, a despesa financeira cresce um pouco”, disse. “Todas as companhias que são intensivas em capital e utilizam mercado de capitais para se financiar sofrem um pouco nesses dias”, acrescentou. O post Movida registra lucro de R$ 152 milhões no 3º trimestre, alta de 117% apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC .