Petrobras: CVM multa Cerveró em R$ 16 mi por desvios na compra de Pasadena

Por CNN Brasil · Categoria: Nacional ·

Autarquia ainda proibiu que ex-diretor da Petrobras exerça cargo de administrador ou conselheiro fiscal de companhias abertas por 15 anos; Dilma, Palocci e outros são absolvidos

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) decidiu, nesta terça-feira (27), pela condenação do ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cuñat Cerveró, no caso da compra da refinaria de Pasadena. Em fevereiro de 2006, a estatal adquiriu a refinaria localizada no estado norte-americano do Texas , um projeto de responsabilidade de Cerveró. A autarquia reconheceu que o ex-diretor atuou com desvio de poder e violou o dever de lealdade ao receber vantagem indevida da vendedora para que a Petrobras aprovasse a aquisição da participação inicial na refinaria. Cerveró foi condenado a multa de R$ 16.122.750,00 e foi inabilitado por 15 anos de assumir cargos como administrador ou conselheiro fiscal em companhais de capital aberto. Leia Mais Argentina e FMI fecham acordo técnico que pode liberar US$ 900 milhões Petróleo e câmbio sugerem inflação mais elevada no Brasil, diz XP Famílias e empresas pagaram R$ 674 bi em juros no 1º semestre, alta de 7,4% A CVM ainda decidiu por extinguir a punição contra o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que morreu em agosto de 2022 . Ainda reconheceu a prescrição dos casos em relação a: José Sérgio Gabrielli de Azevedo, ex-presidente da Petrobras; Almir Guilherme Barbassa, ex-diretor da Petrobras; Guilherme de Oliveira Estrella, ex-diretor da Petrobras; Renato de Souza Duque, ex-diretor da Petrobras; Ildo Luis Sauer, ex-diretor da Petrobras; ex-presidente Dilma Rousseff ; ex-ministro e ex-conselheiro da Petrobras Antônio Palocci Filho; Fábio Coletti Barbosa, ex-conselheiro da Petrobras; Cláudio Luiz da Silva Haddad, ex-conselheiro da Petrobras; Gleuber Vieira, ex-conselheiro da Petrobras; Caso superada a prescrição, a decisão é pela absolvição da acusação de violação ao dever de diligência por exame de mérito. Questão operacional da Petrobras é muito sólida, diz analista | MORNING CALL Investigado e condenado Em 2014, Nestor Cerveró reconheceu ser o responsável pela elaboração do projeto em que havia as cláusulas Marlim e Put option, criticadas pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A cláusula Marlim garantia à empresa belga Astra Oil, sócia da Petrobras America Inc, rentabilidade mínima de 6,9% ao ano. A Put Option – ou opção de venda – obrigava a Petrobras a comprar a participação da Astra, em caso de conflito entre os sócios na condução do negócio. Preso em janeiro de 2015, o ex-diretor da Petrobras foi investigado e condenado no âmbito da Operação Lava Jato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e desvio de poder. Ele passou à prisão domiciliar em junho do ano seguinte após assinar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Com informações da Agência Câmara de Notícias Minerais críticos podem elevar PIB do país em R$ 243 bi até 2050