Polícia prende suspeitos da morte de engenheiro espancado após ato de Lula
Dois adolescentes foram levados pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento na morte de Marcelo de Oliveira Rocha após manifestação pró-Lula
Dois adolescentes foram apreendidos pela Polícia Civil p or suspeita de envolvimento na morte do engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha , de 30 anos, espancado e roubado após participar de um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Santos, no litoral paulista. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Segundo a pasta, o 4º Distrito Policial de Santos identificou cinco adolescentes e dois adultos suspeitos de participação no latrocínio . Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão contra dois dos adolescentes. As investigações continuam. Marcelo foi agredido na madrugada de sábado, 24, depois de participar de uma apresentação da Banda Esquerdantina, na Avenida Conselheiro Nébias, nas proximidades do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro). Leia Mais Engenheiro de 28 anos é espancado ao se afastar de ato político em Santos Corpo encontrado em rio é de empresário desaparecido em SP Polícia indicia 13 por linchamento de ciclista em Copacabana (RJ) PT, há muitos anos, não levava tamanha quantidade às ruas, diz especialista | WW Por volta das 3h, ele se afastou dos amigos para ir ao banheiro e foi encontrado inconsciente. Segundo a SSP, o engenheiro foi abordado por um grupo de homens, que o espancou e roubou seus pertences . Após a agressão, Marcelo foi levado à Santa Casa de Santos e, posteriormente, transferido para o Hospital São Paulo, hospital universitário da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele permaneceu em coma induzido e morreu na tarde de segunda-feira , 26. Imagens divulgadas nesta terça-feira, 27, pelo portal g1, mostram que os agressores fizeram uma transmissão ao vivo durante o crime . Na gravação, um dos suspeitos exige que Marcelo entregue o celular e faz ameaças. Em seguida, o engenheiro recebe um soco, cai no chão e tem seus pertences roubados. Inicialmente registrado como roubo com resultado de lesão corporal grave, o caso passou a ser investigado como latrocínio após a morte da vítima. Em nota, a Unifesp lamentou a morte do estudante e cobrou a identificação e responsabilização dos envolvidos. A universidade afirmou que acompanha o caso e presta apoio à família.