Lincoln Gakiya diz que aceitaria ser ministro de Lula
Cotado para o Ministério da Segurança, promotor do Gaeco é uma das autoridades mais respeitadas no combate ao PCC
O promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya , especializado no combate ao crime organizado, disse na 3ª feira (27.out.2026) que aceitaria assumir o futuro Ministério da Segurança Pública, prometido para o 4º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Se o ministério for criado e eu vier a ser convidado, aceitaria com prazer. Seria uma honra dar uma colaboração para a área de segurança do país” , afirmou o promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) ao jornal Folha de S. Paulo . Gakiya disse ser favorável à criação de um ministério voltado à segurança pública ante o aumento da influência do crime organizado. Hoje, a pasta está vinculada ao Ministério da Justiça. Ele também defende que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública seja votada ainda em 2026. “Ela vai permitir que o governo federal também tenha responsabilidade na segurança pública, não só os Estados” , disse. O promotor do Gaeco já havia sido associado ao futuro Ministério da Segurança Pública. O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado , afirmou em agosto que, se fosse eleito, chamaria Gakiya para o cargo. Quem é Lincoln Gakiya Gakiya é referência no combate ao PCC. Em 2023, a Polícia Federal identificou um plano de ataques contra autoridades que também tinha como alvo o então senador Sergio Moro (União Brasil-PR). Os criminosos planejavam homicídios e sequestros. O promotor também foi responsável pelo pedido de transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, para uma penitenciária federal. Em novembro de 2025, Gakiya defendeu à CPI do Crime Organizado o endurecimento das penas para integrantes de facções e criticou a falta de integração entre as forças de segurança. O promotor afirmou que o Brasil precisa de estruturas permanentes de cooperação entre Ministério Público, polícias estaduais, Polícia Federal, Receita Federal e sistema prisional. Também defendeu que condenados por crimes ligados a facções permaneçam mais tempo em regime fechado. Em maio de 2026, Gakiya classificou como “gravíssima” a decisão dos Estados Unidos de enquadrar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo ele, a medida poderia afetar o sistema financeiro brasileiro e dificultar o compartilhamento de informações entre os países.