Flávio Bolsonaro passa por Argentina e Equador rumo aos EUA

Por A Crítica · Categoria: Nacional ·

Senador e a família cruzaram a fronteira somente na noite desta terça-feira, segundo autoridades argentinas; voo segue para os EUA com escala no Equador

O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e suas duas filhas, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro, entraram na Argentina na noite dessa terça-feira (27). A informação foi confirmada pela Direção Nacional de Migrações da Argentina. Em nota, o órgão detalhou que o acesso ocorreu às 22h50 por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. Às 23h30, Flávio e família, segundo o governo argentino, embarcaram em um avião privado da companhia Baires Fly e seguiram para Guayaquil, no Equador, conforme informado no plano de voo. O senador voa em uma aeronave LV-JQW, um jatinho particular Gulfstream G400. Ainda de acordo com a Direção Nacional de Migração da Argentina, os quatro apresentaram documentação válida para viagem, sem nenhum impedimento legal para entrar no país. “A travessia foi registrada pela autoridade migratória sem incidentes”, informou o órgão. O candidato à presidência, derrotado no domingo (25) pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, estava “sumido” desde a manhã desta terça. Aliados políticos e familiares não conseguiam manter contato. Uma das últimas mensagens trocadas foi entre Flávio e o coordenador de sua campanha, Rogério Marinho. O senador respondeu, às 8h, que estava “esfriando a cabeça”, mas não havia confirmado a saída do Brasil. Investigado por lavagem de dinheiro O voo ocorre após Flávio ter fugido do Brasil à revelia de ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seu passaporte. Flávio não entregou os passaportes e teve os mesmos cancelados pela Polícia Federal. A ordem do STF foi dada na noite do domingo (25), no âmbito da investigação na qual Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são alvos. Eles são suspeitos de participar de um esquema de lavagem de dinheiro que envolveria empresas do jurista e bets. O senador também é formalmente investigado em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do pai e ex-presidente, Jair Bolsonaro.