Boca de urna indica revés para Benjamin Netanyahu nas eleições de Israel; impasse para formar nova coalizão pode levar semanas

Por Times Brasil — Mundo · Categoria: Internacional ·

As pesquisas de boca de urna indicam um revés para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nas eleições parlamentares, mas não apontam uma maioria clara para a oposição. O post Boca de urna indica revés para Benjamin Netanyahu nas eleições de Israel; impasse para formar nova coalizão pode

As pesquisas de boca de urna indicam um revés para o primeiro-ministro de Israel , Benjamin Netanyahu, nas eleições parlamentares, mas não apontam uma maioria clara para a oposição. O cenário pode levar a semanas de negociações para formar uma coalizão ou até à convocação de um novo pleito. Segundo levantamentos divulgados por grandes emissoras israelenses na madrugada de quarta-feira, o bloco de Netanyahu e o de seu principal rival, o ex-chefe militar Gadi Eisenkot, conquistariam cerca de 51 cadeiras cada no próximo Knesset, o Parlamento israelense. Os partidos árabes somariam aproximadamente 18 assentos. A Casa tem 120 cadeiras. O resultado, caso confirmado, indica dificuldades para Netanyahu manter uma base parlamentar capaz de garantir a formação de um governo. Embora o Likud, partido do primeiro-ministro, apareça como a maior legenda individual, a distribuição das cadeiras pode dificultar a construção de uma coalizão estável. Leia também: Flávio Bolsonaro ficou escondido na Argentina até a madrugada, contrariando versão de aliados sobre fuga aos EUA Eisenkot poderia tentar formar uma maioria com o apoio de partidos árabes, uma alternativa politicamente sensível que pode afastar setores da oposição. Sem um acordo viável, Israel poderá enfrentar um novo impasse político. Em discurso a apoiadores na madrugada de quarta-feira, Netanyahu defendeu a formação de um “governo forte, de direita e nacionalista” e rejeitou a possibilidade de depender dos partidos árabes para governar. Antes da votação, ele havia afirmado que essas legendas poderiam definir o resultado da eleição e alegado que estavam recebendo apoio expressivo. Eisenkot, por sua vez, afirmou que o resultado reflete uma “falta de confiança” em Netanyahu e prometeu formar um novo governo. O ex-chefe militar também pediu que o primeiro-ministro interino não utilizasse a segurança nacional para fins políticos, em referência a relatos de que Netanyahu teria considerado atacar o Irã no período anterior à votação. A participação eleitoral superou 77%, a maior desde 1999, segundo o Comitê Central de Eleições. Pelas regras do sistema parlamentar israelense, o presidente do país deve encarregar o candidato com melhores condições de reunir apoio suficiente para formar uma coalizão. Caso as negociações fracassem, novas eleições poderão ser convocadas no início de 2027. O impasse prolongaria a instabilidade política em Israel, que enfrenta forte polarização interna. A votação foi a primeira eleição nacional desde o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. O pleito também foi tratado como um julgamento político dos anos de Netanyahu no poder, em meio aos conflitos regionais e às disputas internas sobre o serviço militar obrigatório, especialmente as isenções concedidas a judeus ultraortodoxos. O post Boca de urna indica revés para Benjamin Netanyahu nas eleições de Israel; impasse para formar nova coalizão pode levar semanas apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC .