Gabriel Spalone tem prisão revogada em caso de ameaças contra empresários
Influenciador, no entanto, deverá cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com os ofendidos
A Justiça de São Paulo revogou , nesta terça-feira (27), a prisão preventiva do influenciador Gabriel Spalone no caso em que ele é suspeito de extorquir e ameaçar dois empresários com quem ele mantinha sociedade. Spalone, no entanto, deverá cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com os ofendidos. Na decisão, o juiz Fabio Martins Marsigli considerou o argumento da defesa de Spalone de que o cliente teria se prejudicado em um “desacerto comercial” envolvendo membros das empresas Life Coin e CargoBR. Teria havido inclusive o registro de um Boletim de Ocorrência pelo influenciador em 11 de junho deste ano. A Justiça ainda destacou a fragilização de uma condição de caráter indevido de vantagem econômica envolvendo o réu e as vítimas em investimentos de criptoativos. Leia Mais Quem é Gabriel Spalone, influenciador preso em São Paulo Deolane completa três meses presa e juiz vai reavaliar se mantém prisão Dois suspeitos são presos por se passarem por advogados e aplicarem golpe As medidas cautelares foram aplicadas porque houve a confirmação de relatos de intimidação a familiares dos empresários . O juiz determinou a proibição de contato e aproximação de no mínimo 500 metros com as vítimas e os respectivos familiares, o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de Spalone se ausentar da comarca de residência sem autorização judicial. Ele ainda deverá se apresentar em juízo a cada dois meses. Em nota, o advogado de Spalone, Eduardo Maurício, informou que a decisão foi “assertiva e em sintonia com a Lei”, negando qualquer prática de extorsão por parte de seu cliente. A defesa ainda alega que tudo se trataria de uma “manobra ardilosa de terceiros [os empresários que denunciaram Spalone]”, uma vez que, segundo Eduardo Maurício, os denunciantes não queriam pagar valores lícitos ao influenciador. Membro do PCC e extorsão De acordo com as investigação, desde abril deste ano, as vítimas passaram a ser ameaçadas e extorquidas por Spalone , que teria dito ser membro do PCC (Primeiro Comando da Capital). De acordo com os relatos, ele exigia pagamentos sobre o valor investido em supostas criptomoedas. Após a apuração com base na denúncia por parte dos empresários, a Justiça expediu um mandado de prisão temporária contra o influenciador, que foi cumprido no dia 8 de outubro. À época, o advogado de Spalone negou que o cliente fizesse parte do PCC. Réu por dois crimes Spalone já é réu por furto qualificado e associação criminosa em um esquema que desviou R$ 146,5 milhões por meio de transferências via Pix . Ele é dono das fintechs Dubai Cash e da Next Trading Dubai e foi alvo de uma operação, deflagrada em setembro do ano passado, que apurou o esquema no qual ele estava envolvido. O grupo criminoso utilizava a credencial de uma prestadora de serviços para desviar os valores de um banco. A Polícia Civil constatou que o esquema utilizou 10 contas mantidas junto à entidade bancária para recebimento dos valores. Trocar imagem Trocar imagem 1 de 5 Gabriel Spalone foi alvo de operação em SP • Reprodução/Redes sociais Trocar imagem Trocar imagem 2 de 5 Influenciador e empresário dono de fintechs • Reprodução/Redes sociais Trocar imagem Trocar imagem Trocar imagem 3 de 5 Empresário alvo de operação • Reprodução/Redes sociais Trocar imagem Trocar imagem Trocar imagem Trocar imagem Trocar imagem 4 de 5 Influenciador ostentava vida de luxo em Dubai • Reprodução/Redes sociais Trocar imagem Trocar imagem 5 de 5 Veículo apreendido • Reprodução/Polícia Civil visualização default visualização full visualização grid Em fevereiro, Spalone recebeu liberdade provisória, após Justiça considerar um pedido da defesa que considerou a condição de réu primário. *Sob supervisão de Carolina Figueiredo