Operação da PF impede desvio de R$ 10 bilhões em recursos públicos

Por Correio Braziliense — Brasil · Categoria: Nacional ·

Ação em parceria com a CGU cumpre mandados no Maranhão para desarticular organização criminosa suspeita de cometer fraudes na concessão do Seguro Defeso

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (28/10) a Operação Indefeso, com o suporte técnico da Controladoria-Geral da União (CGU). A meta consiste em desarticular uma organização criminosa suspeita de cometer fraudes na concessão do Seguro Defeso. Esse benefício social assegura renda aos pescadores artesanais durante o período em que a atividade pesqueira é legalmente interrompida. As apurações apontam a ocorrência de liberações indevidas a partir da inserção de informações falsas em sistemas governamentais, do uso de documentos fraudulentos e da provável participação de agentes públicos e particulares. Leia Mais MPF e PF deflagra operação contra o contrabando de gado no Sul do país Organização que fraudava contas digitais do GOV.BR é alvo da PF Esquema contra aposentados e pensionistas é alvo de operação com apoio da CGU Cumprimento de mandados no Maranhão Cerca de 160 policiais federais participaram da mobilização com técnicos da CGU. O efetivo cumpriu 35 mandados de busca e apreensão espalhados por 16 municípios maranhenses. A Justiça determinou o afastamento cautelar de dois agentes públicos supostamente envolvidos no esquema investigado. Ao todo, houve a aplicação de 17 medidas cautelares diversas da prisão, estabelecidas para interromper a atuação do grupo criminoso, resguardar a instrução processual e evitar a continuidade das práticas ilícitas. Bloqueio financeiro e bens apreendidos A decisão judicial decretou o bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados. A restrição financeira procura garantir o ressarcimento dos danos causados aos cofres públicos e impedir a ocultação ou dissipação do patrimônio supostamente originado nas infrações. Provas reunidas e análises da investigação indicam que o esquema criminoso poderia gerar um prejuízo de cerca de R$ 10 bilhões ao erário no período de cinco anos. Durante as buscas, as equipes recolheram os seguintes itens: veículos de alto valor; armas; documentos; telefones celulares. Crimes apurados e continuidade das ações Os investigados poderão responder judicialmente pelas seguintes condutas criminosas: organização criminosa; estelionato previdenciário; inserção de dados falsos em sistema informatizado da Administração Pública; corrupção ativa; corrupção passiva; lavagem de dinheiro. As investigações prosseguem com a análise minuciosa de todo o material recolhido e com o aprofundamento das diligências. Os agentes buscam identificar outros envolvidos no esquema, delimitar a extensão da atuação criminosa e quantificar com precisão os prejuízos causados ao erário. Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana. Saiba Mais Brasil Dilma receberá R$ 17,5 mil mensais por perseguição na ditadura Brasil Polícia investiga assassinato de engenheiro agredido em Santos Brasil Governo aprova R$ 45,2 mi para ações contra queimadas e estiagem no Amazonas