Ao menos 30 pessoas morrem em colisão de dois trens de alta velocidade na Espanha
Pelo menos 30 pessoas morreram nesta quarta-feira (28) na colisão de dois trens de alta velocidade a 150 quilômetros ao sul de Madri, anunciaram as autoridades regionais, que alertam que o número de vítimas pode aumentar. Mais de 500 pessoas estavam nos dois trens, sendo um com 397 e outro com 147.
Pelo menos 30 pessoas morreram nesta quarta-feira (28) na colisão de dois trens de alta velocidade a 150 quilômetros ao sul de Madri, anunciaram as autoridades regionais, que alertam que o número de vítimas pode aumentar. Mais de 500 pessoas estavam nos dois trens, sendo um com 397 e outro com 147. Testemunhas disseram ao jornal espanhol El País que há feridos e que equipes médicas de emergência já chegaram ao local. O relatório também afirma que dois vagões de trem saíram dos trilhos e caíram em um aterro. O acidente ocorreu pouco depois das 9h, horário local, entre as cidades de Los Yebenes e Urda, na província de Toledo, segundo o jornal. O acidente aconteceu a menos de um ano após outro desastre ferroviário em Adamuz, na Andaluzia, no qual 46 pessoas morreram em uma colisão entre dois trens de alta velocidade, uma tragédia que comoveu a Espanha. Várias brigadas de bombeiros, três helicópteros e duas unidades de terapia intensiva (UTI) móveis seguiram para a área do acidente. "Está interrompida a circulação na linha de alta velocidade Madri-Andaluzia devido a uma colisão entre dois trens", informou no X a empresa pública responsável pela gestão da infraestrutura ferroviária, a Adif. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, cancelou sua participação em um evento previsto para a manhã de quarta-feira em Madri, informou sua equipe. O Partido Socialista (PSOE), do qual é líder, anunciou a suspensão de todas as atividades de campanha durante o dia. Emiliano García-Page, presidente da região de Castilla-La Mancha, anunciou que acompanhava a situação com "preocupação" e o cancelamento de sua agenda para seguir até o local. Com 4 mil quilômetros de trilhos, a rede ferroviária de alta velocidade espanhola é a segunda maior do mundo, depois da chinesa, e um dos orgulhos do país. A tragédia de Adamuz, em 18 de janeiro, provocou debates na Espanha sobre a manutenção da rede ferroviária e sobre a segurança dos passageiros, no segundo país mais visitado por turistas no planeta. O acidente, no qual um trem da empresa privada Iryo descarrilou antes de colidir com um trem da estatal Renfe que seguia no sentido contrário, também desencadeou duras críticas da oposição de direita e de extrema direita ao governo de esquerda de Pedro Sánchez.