Lucro do Santander cai no Brasil, mas País se posiciona como 2º maior mercado do banco

Por Estadão · Categoria: Geral ·

O Banco Santander (SANB11) informou nesta quarta-feira (28) que o lucro líquido somou 3,43 bilhões de euros no terceiro trimestre de 2026 (3T26) , um recuo de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. No Brasil , o lucro do banco foi de R$ 2,9 bilhões no trimestre, reafirmando o posto de segund

O Banco Santander (SANB11) informou nesta quarta-feira (28) que o lucro líquido somou 3,43 bilhões de euros no terceiro trimestre de 2026 (3T26) , um recuo de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. No Brasil , o lucro do banco foi de R$ 2,9 bilhões no trimestre, reafirmando o posto de segundo maior do grupo no mundo, atrás apenas da Espanha. O resultado global foi pressionado pela alta de 22% nas provisões líquidas para perdas com empréstimos, que totalizaram 3,49 bilhões de euros. Desconsiderando despesas extraordinárias, o Santander disse que o lucro líquido ajustado avançou 19%, para 3,85 bilhões de euros. Analistas projetavam 3,79 bilhões de euros, segundo o consenso de mercado compilado pelo próprio banco. A receita operacional total, principal indicador de faturamento do grupo , aumentou para 15,89 bilhões de euros, ante 14,27 bilhões de euros um ano antes, mas ficou abaixo das estimativas de 16,09 bilhões de euros. O crescimento da receita foi impulsionado pela margem financeira e por tarifas e comissões. A margem financeira (diferença entre os ganhos com empréstimos e o custo de captação) subiu para 11,83 bilhões de euros, de 10,35 bilhões de euros, enquanto a receita líquida de comissões avançou para 3,5 bilhões de euros, de 3,16 bilhões de euros. O Santander reiterou as projeções para o ano e afirmou que segue em trajetória confortável para cumprir as metas estabelecidas. Foco no Brasil: lucro cai 28% no ano e banco considera cenário de crédito ainda desafiador Focando exclusivamente nos resultados domésticos, o lucro de R$ 2,9 bi representa queda de 28% ante o registrado em igual período de 2025. Na comparação com o segundo trimestre, houve retração de 4,3%. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) recorrente do Santander ficou em 11,9%, ante 12,5% no segundo trimestre e 17,5% há um ano. O banco ressalta ao apresentar os resultados que seguiu mantendo “uma gestão disciplinada do balanço e dos riscos em um cenário de crédito que permanece desafiador ”. Os ativos totais somaram R$ 1,3 trilhão, crescimento de 4,7% em um ano. O patrimônio líquido, por sua vez, totalizou R$ 99 bilhões, alta de 5,4% em igual base comparativa. As despesas gerais totalizaram R$ 6,38 bilhões, queda de 0,6% na comparação com igual período do ano anterior. Na comparação com os três meses anteriores, houve retração de 3%. “As despesas seguem sob rigoroso controle”, afirma o banco no balanço. As despesas de pessoal somaram R$ 2,87 bilhões, baixa de 4,2% em relação ao terceiro trimestre de 2025. Já as despesas administrativas ficaram em R$ 3,5 bilhões, alta de 2,5% na mesma base de comparação. Nessa linha, são contabilizados gastos como aluguéis, processamento de dados e serviços técnicos, entre outros. No trimestre, o índice de eficiência foi de 38,8%, ante 37,5% em igual período do ano passado. O indicador mede o gasto necessário para gerar o resultado do banco: quanto menor o porcentual, maior a eficiência da instituição. Pouco antes de divulgar os resultados trimestrais, o Santander soltou documentos com o resultado nos primeiros 9 meses de 2026. De janeiro a setembro, o banco teve lucro líquido gerencial é de R$ 9,7 bilhões, queda de 16% ante igual período de 2025.