Por que os dirigentes do Corinthians não abrem os portões? Resistência em profissionalizar gestão expõe apego a privilégios

Por TMC — Esportes · Categoria: Esportes ·

Após um ano da proposta da Safiel, a direção mantém o bloqueio à modernização e dirigentes enfrentam investigações no Ministério Público The post Por que os dirigentes do Corinthians não abrem os portões? Resistência em profissionalizar gestão expõe apego a privilégios appeared first on TMC.

Hoje faz um ano que a proposta da Safiel foi entregue oficialmente ao Corinthians: presidente, presidente do Conselho Deliberativo e presidente do Conselho de Orientação sabem que há uma alternativa real, formatada e por escrito ao falido modelo de clube social . Desde 28 de outubro do ano passado, entretanto, esse fato novo causou nenhuma mudança no modus operandi fracassado do Parque São Jorge de administrar e lidar com o Corinthians maior, o Corinthians real, o Corinthians do torcedor. Desde 28 de outubro do ano passado, o Corinthians piorou esportivamente, teve dois dos atuais dirigentes executivos (presidente e vice-presidente) incluídos em investigações do Ministério Público por supostas ações que lesaram o clube, aumentou sua dívida, bateu recorde de tempo de transfer ban , teve três técnicos, acumula atraso de salários e de pagamentos de obrigações judiciais… Leia mais: + Custa dizer a verdade? Rara confissão de Renan Lodi expõe o vício de discutir com a imagem + A culpa é do mordomo corintiano? Gestão tenta mascarar crise com desculpas sobre má fase Desde 28 de outubro do ano passado, o Parque São Jorge e suas correntes impediram a votação de uma discreta atualização do estatuto que abrisse levemente a participação do Corinthians real na vida do clube. Conselheiros, que não se preocupam em ir à Justiça contra dirigentes que roubaram/lesaram/mal administram o Corinthians, correram para garantir sua “eternidade” em cargos que não merecem. E só. Desde 28 de outubro do ano passado, esses senhores que levaram/ajudaram a levar aos caos administrativo/financeiro ou foram omissos receberam os idealizadores da Safiel uma vez. Eu estava na reunião, porque fui convidada a participar de um grupo formado para acompanhamento das conversas entre as partes. A reunião foi no dia 26 de agosto. E de lá para cá: nada. São cinco os candidatos à sucessão de Osmar Stábile – que deixará o cargo em 31 de dezembro. Desses, só Zé Mendes já anunciou que irá assinar um protocolo não-vinculante para esquentar as negociações com a Safiel. Segundo ele, esse passo abrirá as portas do Corinthians para eventuais novas propostas de administração profissional das propriedades do futebol. Muito além disso, abre o caminho para adaptação necessária do clube às novas normas tributárias que vão onerar ainda mais o falido cofre do clube social (será mais vantajoso ser SAF, qualquer que seja o modelo). Parece óbvio. Mas, para os senhores que tentam se amarrar há 116 anos de “direitos adquiridos”, não é para o Corinthians. Por quê? Com a palavra, o Ministério Público… The post Por que os dirigentes do Corinthians não abrem os portões? Resistência em profissionalizar gestão expõe apego a privilégios appeared first on TMC .