Empresa de transporte aéreo que leva Flávio Bolsonaro para os EUA é investigada por corrupção no governo Milei
A empresa de taxi aéreo Baires Fly, que é dona do jatinho usado por Flávio Bolsonaro para ir da Argentina até os Estados Unidos, é alvo de uma investigação por corrupção diretamente no governo argentino de Javier Milei. Ela é suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Agênci
A empresa de taxi aéreo Baires Fly, que é dona do jatinho usado por Flávio Bolsonaro para ir da Argentina até os Estados Unidos, é alvo de uma investigação por corrupção diretamente no governo argentino de Javier Milei. Ela é suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Agência Nacional de Discapacidade (ANDIS), órgão do governo. Segundo as apurações, a companhia teria recebido transferências milionárias de fornecedores beneficiados por contratações públicas e emitido notas fiscais por supostos serviços aeronáuticos para justificar as operações. Em 2025, o jornal argentino Ámbito disse que a empresa recebeu 95,06 milhões de pesos argentinos em transferências de duas companhias, Prolite Orthopedics e Probock. A Baires tem como presidente e dono oficialmente Luis Grande. Apesar disso, a Justiça e polícia argentina investiga se estaria sob o nome de Sergio Daniel Mastropietro. Ele foi processado pela Justiça nas investigações sobre um suposto esquema de corrupção na Agência Nacional de Discapacidade (ANDIS). Em setembro de 2025, diz o veículo, Mastropietro havia enviado ao lobista Miguel Ángel Calvete os dados bancários da Baires Fly e pedido que fosse avisado quando o dinheiro fosse transferido. Após as operações, Mastropietro encaminhou notas fiscais emitidas pela empresa às companhias envolvidas, com a descrição de compra de quilômetros nacionais para utilização em aeronaves. A Justiça também identificou outras operações de faturamento entre a Baires Fly e fornecedores investigados no caso. A hipótese é que a emissão de documentos comerciais tenha servido para dar aparência legal a recursos provenientes de contratos supostamente direcionados na ANDIS. Os investigadores, porém, precisam demonstrar quais operações eram efetivamente irregulares e a origem dos valores movimentados. O caso ANDIS apura suspeitas de direcionamento de contratos e sobrepreços na compra de medicamentos e insumos para pessoas com deficiência. A investigação alcança empresários, fornecedores e ex-integrantes do órgão público. Mastropietro também é citado em registros de encontros com o então diretor da ANDIS, Diego Spagnuolo, e em conversas com Calvete sobre transferências e emissão de notas fiscais. A Baires Fly também tem uma ligação documentada com Milei. Em novembro de 2023, após vencer a eleição presidencial, o então presidente eleito viajou a Nova York em um jato operado pela companhia. Segundo o elDiarioAR, Luis Grande pilotou a aeronave. Assessor político de Milei estava em aeroporto em que Flávio Bolsonaro pegou voo na Argentina, diz TV O presidente da Argentina, Javier Milei, e o senador Flávio Bolsonaro durante convenção do PL Roberto Sungi/AtoPress/Agência O Globo O assessor político do presidente argentino, Javier Milei, esteve no aeroporto em Iguazú, no mesmo momento em que Flávio Bolsonaro (PL) chegou ao local ao lado da esposa e das filhas. Não há informações se eles conversaram. A informação foi divulgada pelo canal argentino C5N. A TV argentina informou o senador Flávio Bolsonaro cruzou a fronteira do Brasil com a Argentina em uma van na noite desta terça, e estava em uma fazenda em Foz do Iguaçu desde a noite anterior. Nessa terça (27), parlamentares argentinos de oposição cobraram uma investigação para saber se o governo Milei colaborou com a fuga do aliado brasileiro. O senador e a família estão em viagem rumo aos Estados Unidos. O avião que levava o parlamentar; a mulher e as duas filhas chegou a pousar no aeroporto de Guayaquil, no Equador, para reabastecimento. O governo argentino confirmou de madrugada que o parlamentar entrou no país ontem à noite, por via terrestre, acompanhado da mulher e das duas filhas. Segundo a Direção Nacional de Migrações, a família atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, às dez e cinquenta da noite. A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que Flávio e os familiares apresentaram documentação válida para a viagem e não tinham nenhum impedimento legal para entrar no país. Flávio Bolsonaro e a família iniciaram os procedimentos para deixar a Argentina às onze e meia da noite de terça-feira. Segundo as autoridades migratórias, o grupo embarcou num avião particular no aeroporto de Puerto Iguazú. Segundo a imprensa argentina, o Gulfstream G400 permaneceu no aeroporto durante toda a terça-feira. A confirmação da entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina veio depois de uma infinidade de especulações que dominaram o noticiário durante toda a terça-feira, desde que o senador ficou incomunicável. Chegou a circular a informação que o senador já tinha desembarcado nos Estados Unidos. O parlamentar fugiu do Brasil depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a entrega dos passaportes e proibir a saída dele do país. Flávio Bolsonaro decidiu deixar o país dois dias depois de receber quase 60 milhões de votos - e perder a eleição para Lula. O governo Donald Trump confirmou que vai conceder vistos de permanência para Flávio e a família. Flavio Bolsonaro (PL) Egberto Ras/Agencia Enquadrar/Agencia O Globo