Conmebol mantém preparação de Palmeiras x Estudiantes e prevê venda de ingressos nesta semana
A direção da Conmebol mantém o planejamento da final entre Palmeiras e Estudiantes e avança nas definições sobre a distribuição de ingressos, o esquema de segurança e as ativações de marketing, apesar da contestação do Flamengo envolvendo a escalação do argentino Marcos Rojo. O jogo está marcado par
A direção da Conmebol mantém o planejamento da final entre Palmeiras e Estudiantes e avança nas definições sobre a distribuição de ingressos, o esquema de segurança e as ativações de marketing, apesar da contestação do Flamengo envolvendo a escalação do argentino Marcos Rojo. O jogo está marcado para 28 de novembro, no estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. A venda de ingressos, por exemplo, tem previsão de começar ainda nesta semana para o público geral, com preços e divisão dos setores entre as torcidas já definidos. Os detalhes devem ser divulgados entre quinta-feira, 29, e sexta-feira, 30. Nesta terça-feira, 27, a Conmebol divulgou os preços e a disponibilidade de entradas para a decisão da Copa Sul-Americana, marcada para uma semana antes, em 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia. A final também colocará frente a frente um brasileiro e um argentino: Atlético-MG e Boca Juniors. A estimativa é que os ingressos para a final no Centenário custem entre US$ 100 (R$ 535) e US$ 300 (R$ 1,6 mil). A expectativa é de uma carga de 50 mil entradas, metade delas destinada aos clubes finalistas, com 12,5 mil para cada um, para comercialização direta aos torcedores. Pela proximidade entre Montevidéu e La Plata, cidade onde fica a sede do clube argentino, há expectativa de que muitos torcedores viajem para acompanhar a decisão. Por isso, devem ocorrer reuniões entre representantes da Conmebol, do clube e de torcidas organizadas do Estudiantes para tratar da segurança. O governo uruguaio trabalha com a possibilidade de que 60% dos presentes no estádio sejam argentinos e 40%, brasileiros. As autoridades uruguaias já definiram, por exemplo, locais específicos na capital, separados por alguns quilômetros, para a concentração de torcedores brasileiros e argentinos. A medida busca evitar confrontos, principalmente na véspera da final, dia 27, e no dia da partida. Funcionários da Conmebol já foram designados para viajar à Argentina e realizar atividades de mídia e orientações a jogadores e representantes do Estudiantes. Patrocinadores entraram em contato com a direção da confederação para obter detalhes sobre a decisão, já que as ativações e campanhas mudam de enfoque quando o confronto envolve dois clubes brasileiros, em vez de um duelo entre brasileiros e argentinos. Há toda uma operação que precisa ser enviada ao Uruguai pelas empresas parceiras, que, por enquanto, mantêm os trabalhos com base na final definida dentro de campo. O imbróglio O Flamengo foi eliminado pelo Estudiantes após empate sem gols no tempo regulamentar da partida de volta da semifinal e derrota por 3 a 2 na disputa de pênaltis. A contestação rubro-negra envolve a escalação de Rojo, contratado pelo time argentino depois do encerramento da janela de transferências do país vizinho. A Conmebol negou duas vezes o pedido de inscrição do defensor na Libertadores, mas o Estudiantes recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) e conseguiu uma autorização provisória para utilizá-lo no confronto. O Flamengo, que foi incluído no processo, avisou antes da partida que apresentaria uma reclamação se o argentino fosse escalado e formalizou o pedido após a eliminação. O clube carioca se apoia no regulamento disciplinar da Conmebol, que prevê derrota por 3 a 0 em casos de escalação irregular. Do lado argentino, o presidente Juan Sebastián Verón afirmou nesta terça-feira, 27, que o Estudiantes está tranquilo em relação à presença na final. Segundo ele, o clube buscou orientação antes de recorrer ao tribunal e aguarda a decisão definitiva do TAS, ainda sem data estabelecida. Verón também ressaltou que a autorização provisória permitiu a participação de Rojo na semifinal e disse não acreditar que a equipe corra risco de ficar fora da decisão.