Dono de Porsche azul acusado de matar motorista é julgado nesta quarta; MP pede 20 anos de prisão
RIO – O julgamento do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho , dono do Porsche azul, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Vian a, na Zona Leste de São Paulo, está marcado para começar às 10h desta quarta-feira, 28. O júri popular está previsto para ocorrer no Fórum Crimin
RIO – O julgamento do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho , dono do Porsche azul, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Vian a, na Zona Leste de São Paulo, está marcado para começar às 10h desta quarta-feira, 28. O júri popular está previsto para ocorrer no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital. O Ministério Público de SP quer pede que o réu seja condenado a uma pena de mais de 20 anos de prisão. O acidente aconteceu na madrugada do dia 31 de março de 2024 , na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. Fernando, então com 24 anos, dirigia um Porsche em alta velocidade quando bateu na traseira do carro de Viana. A vítima, que dirigia um Renault Sandero, chegou a ser socorrida, mas morreu de traumatismo cranioencefálico. Segundo o Ministério Público, os policiais que atenderam a ocorrência falharam na abordagem e não seguiram “procedimentos operacionais” da corporação, como acionar de forma adequada as câmeras corporais, preservar o local do acidente e apresentar o bafômetro ao suspeito. Fernando Sastre estava voltando de uma festa com um amigo, Marcus Vinicius Rocha, então com 22 anos. Com a batida, Rocha ficou gravemente ferido e chegou a passar por procedimento cirúrgico para retirar o baço. Com o auxílio de imagens de câmeras de monitoramento, a Polícia Técnico-Científica aferiu que Fernando conduzia o carro a 156 km/h, muito acima do limite permitido na via, de 50 km/h. As investigações também apontaram que ele havia consumido bebida alcoólica antes do acidente. O empresário foi preso e segue detido. Ele responde por homicídio doloso perante a 5ª Vara do Júri da Capital. Ao menos 14 testemunhas serão ouvidas antes do veredito. Na época, ele também foi indiciado por lesão corporal e fuga do local do acidente (não prestou socorro nem fez o teste do bafômetro). A reportagem busca contato com a defesa de Andrade Filho. Conforme a promotoria, os policiais militares que atenderam à ocorrência liberaram Andrade Filho a pedido da mãe dele, que compareceu ao local do acidente e sugeriu levá-lo a um hospital para fazer exames médicos. O condutor do Porsche, no entanto, não foi ao hospital, voltou para casa e só se apresentou à delegacia 36 horas depois do acidente. Para a promotoria, a conduta dos policiais prejudicou a investigação do homicídio e causou prejuízo à administração militar. Antes, o motorista do Porsche também conversou com os policiais e, com a voz embargada, contou o que tinha acontecido. “A gente estava saindo da festa, a gente ia para a minha casa jogar sinuca. E do nada aconteceu um acidente horrível”, disse. “Não me lembro mais de nada.”