Avião com Flávio Bolsonaro e familiares pousa em Miami, nos EUA
O avião com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e familiares pousou nesta quarta-feira (28) às 10h24, no horário de Brasília, no Aeroporto Miami-Opa Locka Executive Airport, em Miami, nos Estados Unidos, segundo informações do Flight Radar. O jatinho da empresa Baires Fly saiu diretamente de Iguazú, na
O avião com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e familiares pousou nesta quarta-feira (28) às 10h24, no horário de Brasília, no Aeroporto Miami-Opa Locka Executive Airport, em Miami, nos Estados Unidos, segundo informações do Flight Radar. O jatinho da empresa Baires Fly saiu diretamente de Iguazú, na Argentina, e fez uma parada em Guayaquil, no Equador. O governo argentino confirmou de madrugada que o parlamentar entrou no país nessa terça à noite (27), por via terrestre, acompanhado da mulher e das duas filhas. Ele chegou a ser o voo mais acompanhado no mundo no site, com mais de 65 mil pessoas. Segundo a Direção Nacional de Migrações, a família atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, às dez e cinquenta da noite. A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que Flávio e os familiares apresentaram documentação válida para a viagem e não tinham nenhum impedimento legal para entrar no país. Flávio Bolsonaro e a família iniciaram os procedimentos para deixar a Argentina às onze e meia da noite de terça-feira. Segundo as autoridades migratórias, o grupo embarcou num avião particular no aeroporto de Puerto Iguazú. Jatinho da Baires Fly usado por Flávio Bolsonaro e a família. Divulgação A aeronave tinha como destino declarado a cidade de Guayaquil, no Equador, onde faria uma escala para reabastecimento, antes de seguir para Miami. O avião que transportava Flávio Bolsonaro e familiares teria oito passageiros a bordo, segundo o portal argentino Infobae. Além do senador, da mulher e das duas filhas, outras quatro pessoas estariam na aeronave, operada pela empresa Baires Fly. Segundo a imprensa argentina, o Gulfstream G400 permaneceu no aeroporto durante toda a terça-feira. Fontes do apresentador do canal de TV argentino disseram que Santiago Caputo, assessor político do presidente Javier Milei, estava no aeroporto. A TV argentina informou o senador Flávio Bolsonaro cruzou a fronteira do Brasil com a Argentina em uma van na noite desta terça, e estava em uma fazenda em Foz do Iguaçu desde a noite anterior. A confirmação da entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina veio depois de uma infinidade de especulações que dominaram o noticiário durante toda a terça-feira, desde que o senador ficou incomunicável. Chegou a circular a informação que o senador já tinha desembarcado nos Estados Unidos. O parlamentar fugiu do Brasil depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a entrega dos passaportes e proibir a saída dele do país. Flávio Bolsonaro decidiu deixar o país dois dias depois de receber quase 60 milhões de votos - e perder a eleição para Lula. O governo Donald Trump confirmou que vai conceder vistos de permanência para Flávio e a família. Empresa de transporte aéreo que leva Flávio Bolsonaro para os EUA é investigada por corrupção no governo Milei Rota de avião de voo com Flávio Bolsonaro e família a caminho dos EUA. Reprodução/Flightaware A empresa de taxi aéreo Baires Fly, que é dona do jatinho usado por Flávio Bolsonaro para ir da Argentina até os Estados Unidos, é alvo de uma investigação por corrupção diretamente no governo argentino de Javier Milei. Ela é suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Agência Nacional de Discapacidade (ANDIS), órgão do governo. Segundo as apurações, a companhia teria recebido transferências milionárias de fornecedores beneficiados por contratações públicas e emitido notas fiscais por supostos serviços aeronáuticos para justificar as operações. Em 2025, o jornal argentino Ámbito disse que a empresa recebeu 95,06 milhões de pesos argentinos em transferências de duas companhias, Prolite Orthopedics e Probock. A Baires tem como presidente e dono oficialmente Luis Grande. Apesar disso, a Justiça e polícia argentina investiga se estaria sob o nome de Sergio Daniel Mastropietro. Ele foi processado pela Justiça nas investigações sobre um suposto esquema de corrupção na Agência Nacional de Discapacidade (ANDIS). Em setembro de 2025, diz o veículo, Mastropietro havia enviado ao lobista Miguel Ángel Calvete os dados bancários da Baires Fly e pedido que fosse avisado quando o dinheiro fosse transferido. Após as operações, Mastropietro encaminhou notas fiscais emitidas pela empresa às companhias envolvidas, com a descrição de compra de quilômetros nacionais para utilização em aeronaves. A Justiça também identificou outras operações de faturamento entre a Baires Fly e fornecedores investigados no caso. A hipótese é que a emissão de documentos comerciais tenha servido para dar aparência legal a recursos provenientes de contratos supostamente direcionados na ANDIS. Os investigadores, porém, precisam demonstrar quais operações eram efetivamente irregulares e a origem dos valores movimentados. O caso ANDIS apura suspeitas de direcionamento de contratos e sobrepreços na compra de medicamentos e insumos para pessoas com deficiência. A investigação alcança empresários, fornecedores e ex-integrantes do órgão público. Mastropietro também é citado em registros de encontros com o então diretor da ANDIS, Diego Spagnuolo, e em conversas com Calvete sobre transferências e emissão de notas fiscais. A Baires Fly também tem uma ligação documentada com Milei. Em novembro de 2023, após vencer a eleição presidencial, o então presidente eleito viajou a Nova York em um jato operado pela companhia. Segundo o elDiarioAR, Luis Grande pilotou a aeronave. O presidente da Argentina, Javier Milei, e o senador Flávio Bolsonaro durante convenção do PL Roberto Sungi/AtoPress/Agência O Globo