Sem Flávio, Tarcísio, Michelle e Rogério Marinho disputam protagonismo da direita

Por InfoMoney · Categoria: Mercado ·

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial e as notícias sobre sua saída do Brasil abriram uma disputa pela liderança da direita durante o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece como principal

Brazil’s presidential candidate Flavio Bolsonaro of the Liberal Party (PL) reacts after the country’s electoral authority said he will face President Luiz Inacio Lula da Silva in the runoff of a presidential election, in Brasilia, Brazil, October 4, 2026. REUTERS/Diego Herculano " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2026-10-05T010929Z_141282366_RC2OWNAD5M3S_RTRMADP_3_BRAZIL-ELECTION.jpg?fit=1280%2C890&quality=70&strip=all" /> A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial e as notícias sobre sua saída do Brasil abriram uma disputa pela liderança da direita durante o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece como principal alternativa para projetar a oposição nacionalmente. Michelle Bolsonaro e o senador Rogério Marinho (PL-RN) também buscam espaço e podem influenciar a escolha de um candidato presidencial em 2030. A disputa ocorre enquanto Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, Eduardo permanece nos Estados Unidos e Flávio enfrenta restrições do Supremo Tribunal Federal (STF) para deixar o país. Tarcísio tem apoio de setores do Centrão e mantém diálogo com empresários, mercado financeiro e partidos de centro-direita. Reeleito em primeiro turno, defende uma oposição focada em custo de vida, segurança, controle de gastos e crescimento econômico. Leia também Lula 4: como o governo pretende lidar com Trump e reconstruir a relação com os EUA Nova correlação de forças deverá facilitar condições para que o pragmatismo prevaleça Vice de Flávio, Alfredo Gaspar reconhece derrota para Lula Sem citar Lula nominalmente, deputado destacou o desempenho do PL nas urnas e prometeu manter as bandeiras da campanha Na terça-feira (27), publicou um vídeo defendendo que seus aliados apresentem propostas para os próximos quatro anos. “A eleição passou, mas não passou o desejo de ministérios com gente técnica e séria, de um governo que corte gastos e tire o peso dos impostos das costas do cidadão”, afirmou. A postura contrasta com a de Flávio, que anunciou a intenção de contestar judicialmente a eleição. Aliados avaliam que Tarcísio poderá chegar a 2030 como candidato competitivo, embora ele diga que a decisão dependerá dos resultados de seu segundo mandato em São Paulo. O que Lula já disse sobre ajuste fiscal e o que falta esclarecer para o 4º mandato Michelle busca candidatura nacional Eleita senadora pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro tenta ampliar sua influência no PL e é considerada por aliados uma possível candidata à Presidência em 2030. Ela mantém forte presença entre mulheres, evangélicos e eleitores conservadores. Na terça-feira (27), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, publicou uma foto ao lado da ex-primeira-dama após uma conversa sobre o futuro do partido. “Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil”, escreveu. Michelle pode representar a continuidade do bolsonarismo caso Jair Bolsonaro permaneça impedido de disputar eleições. Sua candidatura, porém, enfrenta resistências dentro da própria família e poderia dividir o eleitorado de direita com Tarcísio. Lula mira Centrão para montar ministério e negociar apoio de Congresso mais à direita Marinho articula no Senado Ex-ministro de Jair Bolsonaro e coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho pretende disputar a presidência do Senado contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apoiado por Lula. A eleição de 2027 será um teste para a oposição. O PL ampliou sua bancada e pretende usar o Senado para pressionar o governo, fiscalizar medidas econômicas e avançar pedidos de impeachment de ministros do STF. Marinho não é apontado como principal candidato presidencial, mas poderá ter papel decisivo na escolha do nome da direita em 2030. Centrão avalia alternativas A derrota de Flávio e as investigações envolvendo a família Bolsonaro levaram partidos de centro-direita a discutir a conveniência de manter o bolsonarismo como principal referência eleitoral. Tarcísio é visto como uma opção capaz de dialogar com diferentes setores. Michelle, por outro lado, preserva a identidade bolsonarista e mantém conexão direta com a base do ex-presidente. A reorganização, contudo, enfrenta um obstáculo: Jair Bolsonaro continua sendo a principal referência simbólica de parte expressiva desse eleitorado. Um afastamento completo da família poderia provocar resistência entre os militantes. As pontas soltas de Lula: STF, bets, segurança e ajuste fiscal após a reeleição A direita deverá funcionar, inicialmente, com diferentes lideranças. Tarcísio buscará organizar a oposição e apresentar uma agenda nacional; Michelle tentará consolidar uma candidatura ligada ao legado de Bolsonaro; e Marinho concentrará esforços no Congresso. As negociações pelo comando do Congresso, em fevereiro de 2027, ajudarão a definir o peso de cada liderança. A escolha do candidato presidencial dependerá do desempenho de Tarcísio, da força eleitoral de Michelle, da atuação de Marinho no Senado e da relação de todos eles com Jair Bolsonaro e seus apoiadores. The post Sem Flávio, Tarcísio, Michelle e Rogério Marinho disputam protagonismo da direita appeared first on InfoMoney .