FCC libera compra da Globalstar pela Amazon por US$ 11,5 bilhões
Aquisição inclui cerca de 25 MHz de espectro e infraestrutura de satélites para ampliar a conexão direta a dispositivos. O post FCC libera compra da Globalstar pela Amazon por US$ 11,5 bilhões apareceu primeiro em TeleSíntese.
A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) aprovou, na terça-feira, 27 de outubro, a transferência das autorizações da Globalstar e de suas subsidiárias para a Amazon. A decisão encerra a análise da agência sobre a aquisição, avaliada em US$ 11,5 bilhões, e abrange aproximadamente 25 MHz de espectro para serviços móveis por satélite. A Amazon pretende utilizar as frequências e a infraestrutura da Globalstar para ampliar sua atuação em conexão direta a dispositivos, conhecida como D2D. Pela estrutura apresentada à FCC, a Amazon adquirirá 100% do controle da Globalstar, que passará a ser sua subsidiária integral. As subsidiárias americanas da operadora manterão suas identidades societárias e autorizações. O negócio, ainda não selado, agora poderá ser levado adiante pelas empresas. A agência concluiu que a operação não deve provocar prejuízos materiais ao interesse público. Na avaliação da FCC, os ativos das empresas são complementares e sua combinação pode ampliar a cobertura em áreas sem atendimento ou com oferta insuficiente de telecomunicações. Espectro para conexão direta a dispositivos A Globalstar utiliza as faixas de 1,6 GHz e 2,4 GHz para serviços como comunicação de emergência, rastreamento de ativos e conectividade marítima e aeronáutica. Também fornece capacidade satelital à Apple para mensagens, localização e comunicações de emergência em determinados aparelhos, incluindo o iPhone 14 e modelos posteriores. Segundo a decisão, a Globalstar tinha aproximadamente 811 mil assinantes de serviços móveis por satélite no mundo em 30 de junho de 2026. A Amazon, por sua vez, desenvolve a constelação Amazon Leo para oferecer banda larga a clientes residenciais, empresas e governos. A FCC registra que a companhia também apresentou um pedido de licença, ainda pendente, para um sistema global D2D. De acordo com a agência, a aquisição permitirá à Amazon acessar o espectro de serviços móveis por satélite necessário para esse sistema. As empresas afirmam que pretendem ampliar a oferta para diferentes operadoras móveis e fabricantes de dispositivos, preservando os serviços existentes da Globalstar. Sistema de 48 satélites O comunicado da FCC informa que, na semana anterior, a agência autorizou o acesso ao mercado americano do sistema C-3 da Globalstar. A rede prevê 48 satélites distribuídos em 12 planos orbitais, com quatro unidades por plano, a 1.414 quilômetros de altitude e inclinação de 52 graus. A autorização contempla enlaces de comunicação entre dispositivos e satélites nas faixas de 1610–1618,725 MHz e 2483,5–2500 MHz, além de frequências para conexão com estações terrestres e operações de controle. Após o fechamento da aquisição, a Amazon Leo poderá utilizar essa autorização para construir e lançar o sistema. Na análise concorrencial, a FCC considerou que Amazon e Globalstar não disputam atualmente os mesmos serviços satelitais. Enquanto a Amazon Leo se concentra em banda larga para terminais fixos e estações em movimento, a Globalstar oferece principalmente conectividade móvel por satélite, mensagens, rastreamento e capacidade no atacado. A aprovação ficou condicionada ao cumprimento, pela Amazon, das obrigações previstas em acordos de 1999 e 2004 entre entidades da Globalstar e órgãos americanos de segurança. O post FCC libera compra da Globalstar pela Amazon por US$ 11,5 bilhões apareceu primeiro em TeleSíntese .