Jatinho usado por Flávio Bolsonaro em viagem aos EUA pertence a empresa ligada a empresário investigado por corrupção na Argentina

Por Times Brasil — Brasil · Categoria: Nacional ·

Mastropietro é investigado por suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos na Argentina, com valores estimados em R$ 37 milhões durante o governo de Javier Milei. O post Jatinho usado por Flávio Bolsonaro em viagem aos EUA pertence a empresa ligada a empresário investigado

O avião particular utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para viajar aos Estados Unidos pertence à empresa Baires Fly, ligada ao empresário argentino Sergio Daniel Mastropietro, acusado de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos na Argentina. As suspeitas estão relacionadas a irregularidades na Agência Nacional de Deficiência (Andis), durante a gestão do presidente Javier Milei. A aeronave, um Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, transportou o parlamentar de Quito, no Equador, para os Estados Unidos. Antes disso, o senador havia deixado o Brasil em meio a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para a entrega de seu passaporte. Segundo a jornalista Malu Gaspar, do Globo, o empresário associado à companhia aérea também esteve à frente de empresas do setor de aviação na Argentina e passou a ser investigado por suspeitas de irregularidades envolvendo contratos e concessões. Investigação envolve milhões em recursos públicos O caso que envolve Mastropietro está relacionado a um suposto esquema de corrupção na Agência Nacional de Deficiência da Argentina. Os desvios investigados são estimados em mais de 7,8 bilhões de pesos argentinos, valor equivalente a aproximadamente R$ 37 milhões. Entre os nomes mencionados nas suspeitas está Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente argentino. Ela é acusada de cobrar propina de indústrias farmacêuticas em processos de aquisição de medicamentos destinados à Andis. Leia também: Flávio Bolsonaro chega a Miami em jato particular após deixar o Brasil sem entregar passaportes Conforme informações divulgadas pela imprensa argentina, a suspeita é de que empresas de aviação tenham sido utilizadas para dar aparência de legalidade a recursos desviados. Nesse contexto, autoridades identificaram transferências superiores a 95 milhões de pesos argentinos para contas da Baires Fly. As apurações sobre o caso ganharam repercussão política em novembro de 2025, quando o deputado peronista Luis Rodolfo Tailhade publicou uma mensagem nas redes sociais chamando Mastropietro de “o homem de Maurício Macri”, em referência ao ex-presidente argentino. Empresário também foi alvo de investigação no setor aéreo Antes de ser associado ao caso da Andis, Sergio Mastropietro presidiu a Avian Líneas Aéreas, companhia criada em 2016 após a venda da Macair Jet, empresa de táxi aéreo pertencente à família de Mauricio Macri, para a colombiana Avianca. O empresário passou a ser investigado por suspeita de tráfico de influência em razão de uma suposta concessão irregular de rotas aéreas à companhia depois da negociação. O nome de Mastropietro também aparece associado a outras investigações, incluindo um caso envolvendo um traficante identificado como Fred Machado. Polícia Federal acompanhou deslocamento da aeronave O Gulfstream G400 utilizado por Flávio Bolsonaro foi monitorado pela Polícia Federal brasileira durante seu deslocamento. O avião partiu de Guayaquil, no Equador, com destino aos Estados Unidos, onde o senador desembarcou. O parlamentar havia deixado o Brasil em um momento de atenção das autoridades sobre seus deslocamentos. Na segunda-feira, 26 de outubro, a Polícia Federal o intimou a entregar seus passaportes até a manhã de terça-feira, 27, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A medida foi adotada após a PF apresentar um pedido apontando “risco concreto” de fuga. O documento foi encaminhado às 21h16 de domingo, poucos minutos depois da confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O post Jatinho usado por Flávio Bolsonaro em viagem aos EUA pertence a empresa ligada a empresário investigado por corrupção na Argentina apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC .