Democratas criticam Trump por concessão de visto a Flávio e família
Senador chegou aos EUA nesta quarta-feira (28) após fugir para Argentina
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na madrugada desta quarta-feira (28) que aprovou a concessão de visto para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a sua esposa e duas filhas. Senador chegou aos Estados Unidos com a família nesta manhã . A medida foi criticada por diversos democratas , além do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. O grupo diz que o país não dá asilo a pessoas fugindo da guerra no Sudão ou Haiti , mas que o Secretário de Estado Marco Rubio “estende o tapete vermelho para Bolsonaro”. No asylum for people fleeing war in Sudan or conflict in Haiti, but Rubio is rolling out the red carpet for Bolsonaro. Apparently, fleeing violence doesn’t qualify. Denying election results does. https://t.co/pzP9u8Ts5I — House Foreign Affairs Committee Dems (@HouseForeign) October 28, 2026 Joaquin Castro, deputado democrata pelo estado do Texas e parte do comitê de assuntos internacionais, também questionou a Trump, dizendo que “perder uma eleição não é base para asilo”. O deputado também destacou que Flávio está sendo investigado por uma série de crimes no Brasil e foi ordenado a entregar seus passaportes. Castro ainda diz que Trump deve explicações ao Congresso por seu papel em ajudar Bolsonaro a fugir do país. Isaiah Martin, democrata e candidato ao Congresso, fez uma série de posts no X sobre a chegada de Flávio aos EUA . Entre elas diz que Trump está usando o dinheiro do contribuinte para dar abrigo ao “fugitivo” Bolsonaro ao mesmo tempo que afirma não ter orçamento para a saúde americana. Já em outro post, Martin pede a deportação de Flávio Bolsonaro. Deport the Bolsonaros! pic.twitter.com/MsrprQxSjV — Isaiah Martin (@isaiahrmartin) October 28, 2026 Concessão de visto Donald Trump disse que aprovou a concessão de visto para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ ). “Não sei onde ele está. Ouvi dizer que ele está na Argentina. Mas eu certamente aprovaria [o ingresso de Flávio no país com a família]”, afirmou. Ele chegou aos Estados Unidos nesta manhã. Ao desembarcar na Base Aérea de Maryland, após participar de um comício no Texas, Trump disse ainda que a eleição presidencial no Brasil foi “muito estranha”, mas ressaltou que não se envolveu no pleito. “A maneira como eles chegaram ao resultado foi terrível”, disse o líder americano. “Mas eu não estava envolvido. É o Brasil, um outro país.” Trump disse que conhece Flávio “um pouco” e que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem afirmou conhecer “muito bem”, foi “tratado muito mal”. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília, após ter sido condenado a mais de 27 anos de detenção por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. No fim da noite da terça-feira, Flávio e a família cruzaram a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) à cidade argentina de Puerto Iguazú, de onde embarcaram em um jato privado rumo a Guayaquil, no Equador. As informações foram reveladas na madrugada desta quarta pelo órgão de migração argentino. O site argentino Infobae informou que o destino final do avião é os Estados Unidos e que haverá apenas uma parada para reabastecimento em Guayaquil. A rota da aeronave evita sobrevoar o território brasileiro. A família está a bordo de um jato Gulfstream G400 de prefixo LV-JQW, ainda de acordo com o Infobae Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após ter descumprido a determinação do ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar os passaportes. O senador é investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em um inquérito que também mira o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. *Com informações do Estadão Conteúdo