Para CEO da BlackRock no Brasil, o país ‘vai continuar sendo a potencia que é’
Nada muda para uma gigante. A BlackRock , que está no Brasil desde 1998 e gerencia no mundo em torno de US$ 15 trilhões em ativos, acredita que nada se altera em sua estratégia a partir da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato. “A gente tem que ter produto para todos os
Nada muda para uma gigante. A BlackRock , que está no Brasil desde 1998 e gerencia no mundo em torno de US$ 15 trilhões em ativos, acredita que nada se altera em sua estratégia a partir da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato. “A gente tem que ter produto para todos os cenários, no mercado local, no mercado internacional. Então, não muda”, disse à Coluna Bruno Barino , CEO da firma de investimentos no Brasil. Para o executivo, o “Brasil vai continuar sendo a potência que é. Agora, é a décima maior economia do mundo, indo para a oitava (posição)”. De acordo com Barino, o importante é a BlackRock ter produtos disponíveis para todos os cenários, mas indicou que o País tem “um mercado consumidor muito grande, e um mercado de investimentos muito sofisticado”. Após participar da abertura do FIB Global Conference em São Paulo , um summit executivo com a participação de lideranças negras relevantes do Brasil e do Mundo, Barino repetiu à Coluna o que disse na época do tarifaço imposto pelo governo Donald Trump. “Nesses momentos você consegue ver o que você vai ser daqui a 7 meses, 7 anos, e não o que você vai ser agora nos próximos 7 dias. Então, não muda nada”. O CEO falou que o mercado não é um ser inominável, inanimado, quase uma entidade. Trabalha com o dinheiro de todos, que buscam investir para obter retornos. “O que importa é o quê? Como você gerencia o Brasil para ter um crescimento sustentável. Então o mercado, esse ser inanimado que não é inanimado, ele quer o quê? Quando ele pega o seu dinheiro, da sua aposentadoria, ele quer ver o seguinte: ‘Bom, eu tenho uma economia que está indo no sentido correto de crescimento, que tem uma tendência de queda de taxa de juros, que tem uma tendência de redução do déficit fiscal’”.