Telescópio da Nasa vai cair na Terra após 22 anos de descobertas incríveis
Observatório Swift encerra jornada fascinante pelo espaço; cientistas monitoram a reentrada da nave, que tem chance remota de atingir o Brasil
O telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da Nasa, a agência espacial norte-americana, encerrou sua missão após quase 22 anos em órbita. O observatório deverá reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas. O equipamento realizou sua última observação científica em 20 de outubro. Na ocasião, o satélite operava a cerca de 275km de altitude, momento em que o aumento do arrasto atmosférico dificultava a manutenção de sua orientação. Leia mais Nasa encerra missão em Marte após perder contato com sonda espacial Telescópio Roman: veja 9 fatos sobre o novo instrumento da Nasa Astronautas presos no espaço retornam à Terra; acompanhe aterrissagem ao vivo Trajetória orbital e situação no Brasil A Nasa não informou data, horário ou local exatos para a reentrada. Não há qualquer previsão indicando que destroços cairão no território brasileiro. Saiba Mais Mundo Colisão entre dois trens deixa 'dezenas de mortos' na Espanha Mundo Colisão entre trens deixa ao menos 64 mortos na Espanha Mundo Boca de urna aponta empate entre Eisenkot e Netanyahu em Israel Mundo Flávio Bolsonaro vai para os EUA após derrota nas eleições: o que acontece agora? Mundo Oposição de Israel promete trocar o premiê Benjamin Netanyahu Mundo Apesar de silêncio de Milei, governo argentino diz que 'tomou conhecimento' do resultado das eleições no Brasil O Swift percorre uma órbita inclinada em aproximadamente 20,6° em relação ao equador. Essa rota faz com que parte do Brasil fique dentro da faixa de latitudes sobrevoada pelo telescópio. Uma queda sobre o país é fisicamente possível, embora não esteja prevista. Pequenas alterações na densidade da atmosfera, na atividade solar e no comportamento da espaçonave podem modificar o momento e o local da queda. As projeções devem se tornar mais precisas conforme o satélite perder altitude. O aquecimento intenso na atmosfera deverá destruir grande parte da estrutura do telescópio . Componentes mais resistentes podem eventualmente atingir a superfície. O responsável pelo Setor de Observatório da Urânia Planetário, Marcos Calil, destacou o cenário: “É importante separar possibilidade de previsão. O Brasil não pode ser descartado simplesmente por estar parcialmente dentro da faixa orbital do Swift, mas hoje não existe qualquer dado que permita afirmar que os destroços cairão no país”. Histórico da missão A Nasa lançou o Swift em novembro de 2004 para uma missão inicialmente planejada para durar dois anos. A nave permaneceu ativa por quase 22 anos e registrou alvos astronômicos relevantes: mais de 2 mil explosões de raios gama; supernovas; buracos negros ; asteroides e cometas. A Urânia Planetário acompanhará as atualizações da Nasa conforme a reentrada se aproximar. O público também pode acompanhar as lives da instituição, realizadas todas as terças-feiras, às 19h30, no YouTube. Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.