Galapagos lança ETFs com 80% em renda fixa e 20% em Bolsa; veja custos e funcionamento

Por Estadão · Categoria: Geral ·

FBOV11, FDIV11, FSPY11 e FMUN11 estreiam na B3 com 80% em títulos públicos, 20% em ações e IR retido na fonte.

Uma carteira pronta, com quatro quintos em títulos públicos e o restante em ações brasileiras ou internacionais . É essa combinação que a Galapagos Capital reuniu em quatro novos fundos de índice, ou ETFs , que começam a ser negociados na B3 nesta quinta-feira (29). Batizada de “ Família Fácil ”, a linha é composta por FBOV11 , FDIV11 , FSPY11 e FMUN11 . Todos mantêm como referência 80% do patrimônio no POSB11 , ETF da própria gestora que investe em títulos públicos, e destinam os outros 20% a um mercado específico. A diferença está no destino dessa parcela menor. O FBOV11 acompanha o Ibovespa , enquanto o FDIV11 segue o Idiv, índice formado por ações de empresas que se destacam na distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio. O FSPY11 oferece exposição ao S&P 500 e o FMUN11 acompanha o FTSE Global Equity All Cap, índice amplo de ações de diferentes países. FBOV11 80% em POSB11 e 20% em Ibovespa 0,19% 0,07% FDIV11 80% em POSB11 e 20% em Idiv 0,32% 0,20% FSPY11 80% em POSB11 e 20% em S&P 500 0,19% 0,07% FMUN11 80% em POSB11 e 20% em ações globais 0,19% 0,07% Segundo a Galapagos, a proposta é oferecer um ponto de partida para quem concentra a carteira em renda fixa , mas deseja acrescentar uma exposição limitada ao mercado de ações. O rebalanceamento ocorre de acordo com as regras dos índices, sem que o cotista precise comprar ou vender cada componente separadamente. “Queremos facilitar o primeiro passo de quem deseja diversificar, mas encontra dificuldades na montagem da carteira e na apuração do imposto”, afirma Bruno Stein, sócio e responsável pela área de ETFs da Galapagos Capital. Renda fixa reduz a oscilação, mas não elimina o risco A divisão de 80% e 20% tende a produzir oscilações menores do que uma aplicação integral no índice de ações escolhido. Isso não significa, porém, que os novos fundos sejam equivalentes a um investimento conservador ou estejam protegidos contra perdas. Além da parcela de renda variável , a cota reflete o desempenho do POSB11 , que acompanha um índice composto por Tesouro Selic e Tesouro IPCA+ . Os títulos ligados à inflação podem apresentar variações de preço conforme as expectativas para os juros, sobretudo nos vencimentos mais longos. Os 20% destinados ao Ibovespa, ao Idiv ou aos mercados internacionais também continuam sujeitos às oscilações das ações. Nos fundos internacionais, entram ainda os riscos próprios das bolsas estrangeiras e da estrutura utilizada para acessar esses mercados. Imposto de Renda retido na fonte Segundo a gestora, os quatro produtos foram estruturados para receber o tratamento tributário dos ETFs de renda fixa. Nesse regime, o Imposto de Renda de 15% sobre o ganho obtido na venda das cotas fica retido na fonte. O investidor não precisa calcular o tributo nem emitir um Documento de Arrecadação de Receitas Federais, o DARF , para essa operação. A dispensa do recolhimento mensal não elimina as demais obrigações. O investimento e as operações realizadas ainda devem constar na declaração anual do Imposto de Renda, quando aplicável. Nos ETFs tradicionais de ações, cabe ao próprio investidor apurar o lucro, calcular o imposto devido e fazer o pagamento por DARF. Assim como ocorre nos demais ETFs, não há garantia de rentabilidade nem proteção contra perdas. Para FSPY11 e FMUN11, a Galapagos também aponta uma eficiência tributária dentro da estrutura internacional. Os fundos usam ETFs sujeitos às regras UCITS, adotadas na União Europeia . Segundo a gestora, a retenção sobre dividendos pagos por empresas americanas cai de 30% para 15% no nível dos veículos utilizados. Taxas incluem os fundos investidos As taxas anuais informadas pela Galapagos já consideram tanto o custo dos novos ETFs quanto as despesas dos fundos mantidos nas carteiras. FBOV11, FSPY11 e FMUN11 terão custo total de 0,19% ao ano. No FDIV11, a taxa será de 0,32%. Até dezembro de 2026, o POSB11 terá taxa zero. Durante esse período, o custo total será de 0,07% para FBOV11, FSPY11 e FMUN11, e de 0,20% para o FDIV11. Depois do prazo promocional, passam a valer as taxas regulares. Além da taxa de administração, o investidor deve observar o preço de negociação, o volume financeiro e a diferença entre as ofertas de compra e venda.