Hypera sobe na Bolsa graças à balanço e bancos veem caneta emagrecedora como novo motor da guinada
Hypera (HYPE3) sobe após balanço do 3º trimestre. Lucro cresce 14,7%, dívida recua e analistas destacam Semavy, geração de caixa e desalavancagem.
As ações da Hypera ( HYPE3 ) operavam em alta nesta quarta-feira (28), após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026. Por volta das 13h30 (de Brasília), os papéis avançavam 1,91%, a R$ 21,86 . Mais cedo, chegaram a subir 3,96% e lideraram os ganhos do Ibovespa . O movimento ocorre depois de a farmacêutica reportar lucro líquido de R$ 523,2 milhões , alta de 14,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida somou R$ 2,435 bilhões, avanço de 9,4%, enquanto o Ebitda das operações continuadas atingiu R$ 782,3 milhões, crescimento de 3,4%. O avanço do lucro veio abaixo da linha operacional. As despesas financeiras líquidas recuaram 35,3%, para R$ 148,2 milhões negativos , beneficiadas pela redução do endividamento líquido e das despesas com juros. A dívida líquida encerrou setembro em R$ 5,61 bilhões, R$ 293,4 milhões abaixo do nível observado ao fim do segundo trimestre, e a alavancagem ficou em 2 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda. Além da melhora financeira, analistas voltaram as atenções para os primeiros números do Semavy , medicamento à base de semaglutida lançado pela Hypera no trimestre. Segundo os relatórios, o produto vendeu aproximadamente 93 mil unidades em setembro e alcançou participação de 11% em volume no mercado de semaglutida no primeiro mês. Semavy entra no radar dos analistas Para o Itaú BBA , a Hypera entregou um trimestre forte, com os primeiros efeitos positivos do Semavy e avanço na desalavancagem financeira. O banco destacou também a queda das despesas financeiras e a geração de R$ 321 milhões em fluxo de caixa livre ao acionista. A recomendação segue em outperform , equivalente a compra, com preço-alvo de R$ 33 para 2027 . A XP avaliou que os resultados ficaram, de forma geral, em linha com suas estimativas. A corretora chamou atenção para a desaceleração do crescimento das vendas ao consumidor final, ou sell-out , para 6,6%, em meio a uma temporada de gripe mais fraca. Ainda assim, espera uma reaceleração apoiada pelo avanço do Semavy e vê o medicamento como o principal catalisador de curto prazo para a companhia. A XP reiterou recomendação de compra para as ações. O Citi classificou o trimestre como “decente”. O Ebitda ficou 3% acima de sua estimativa e o lucro, 6% acima, enquanto o fluxo de caixa livre ao acionista alcançou R$ 322 milhões, ante previsão de R$ 272 milhões. O banco também destacou a disciplina no capital de giro, apesar de apontar a desaceleração das vendas como um ponto de atenção para o quarto trimestre. Mesmo com essa ressalva, o Citi vê suporte na expansão do Semavy e na geração de caixa e mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 30 , equivalente a potencial de valorização de 39,9% em relação ao fechamento anterior considerado pelo relatório. A Hypera também aprovou um programa de recompra de até 5 milhões de ações ordinárias e anunciou distribuição de proventos.