Petróleo encerra em forte alta com temores de escalada das tensões no Oriente Médio

Por Times Brasil — Mundo · Categoria: Internacional ·

O petróleo fechou em forte alta nesta quarta-feira (28), impulsionado pelas preocupações com uma possível intensificação dos conflitos no Oriente Médio e pela falta de definições nas eleições de Israel. No cenário econômico, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu manter a

O petróleo fechou em forte alta nesta quarta-feira (28), impulsionado pelas preocupações com uma possível intensificação dos conflitos no Oriente Médio e pela falta de definições nas eleições de Israel. No cenário econômico, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu manter as taxas de juros inalteradas, em linha com as expectativas do mercado. Negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o petróleo Brent para janeiro encerrou o pregão com avanço de 2,03%, equivalente a US$ 2,23 (cerca de R$ 11,91), cotado a US$ 111,64 (aproximadamente R$ 596,16) por barril. Já o WTI para dezembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), registrou alta de 2,88%, ou US$ 2,88 (cerca de R$ 15,38), chegando a US$ 102,78 (aproximadamente R$ 548,85) por barril. Leia mais: Produção de petróleo e gás no Brasil volta a bater recorde em setembro, revela ANP A commodity permaneceu em território positivo desde o início da sessão, recuperando parte das perdas registradas nos pregões anteriores. Segundo o ING, a valorização generalizada observada nas últimas semanas indica que os investidores estão considerando cada vez mais a possibilidade de uma nova escalada das tensões no Oriente Médio. Apesar da alta, o mercado deve continuar cauteloso até as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, quando os investidores poderão obter maior clareza sobre os próximos passos do presidente Donald Trump em relação ao Irã. De acordo com a ANZ Research, a falta de previsibilidade no cenário geopolítico também amplia os riscos para a oferta global de petróleo. A indefinição em torno das eleições israelenses acrescenta outro fator de incerteza em um momento considerado delicado para as relações entre Estados Unidos, Israel e Irã. Na avaliação do Citi Research, esse quadro aumenta o risco de uma escalada militar e contribui para elevar o prêmio de risco incorporado aos preços da commodity. Por outro lado, o ING avalia que uma queda nas cotações não depende necessariamente de um acordo entre Washington e Teerã. Segundo o banco, caso as eleições transcorram sem novos ataques ao Irã, o prêmio de risco poderá começar a diminuir, favorecendo um recuo dos preços do petróleo. Leia mais: Petróleo brent cai 1,20% e WTI recua 1,83% em meio a incertezas geopolíticas No campo da política monetária, o Fed anunciou nesta quarta-feira a manutenção dos juros americanos na faixa entre 3,75% e 4,00% ao ano. A decisão, que não foi unânime, já era esperada pelos participantes do mercado. Mais cedo, o Banco Mundial projetou que os preços do petróleo devem registrar uma alta de 32% em 2026. A instituição também prevê uma redução de 5,2% na oferta global, cenário que pode contribuir para pressionar as cotações da commodity. Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo recuaram em 1,892 milhão de barris na semana encerrada em 23 de outubro, segundo os dados divulgados. A queda nos estoques também integra o conjunto de fatores acompanhados pelos investidores na avaliação das condições de oferta e demanda do mercado petrolífero. O post Petróleo encerra em forte alta com temores de escalada das tensões no Oriente Médio apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC .