Ambev: volume total de cerveja tem avanço tímido, mas bebida sem álcool cresce 40% no Brasil

Por Estadão · Categoria: Geral ·

As cervejas sem álcool continuam ganhando espaço no portfólio da Ambev . No terceiro trimestre de 2026, os volumes dessas versões cresceram na casa dos 40% no Brasil , enquanto o volume total de cerveja da fabricante avançou apenas 0,5% na comparação anual. O desempenho reforça a aposta da companhia

As cervejas sem álcool continuam ganhando espaço no portfólio da Ambev . No terceiro trimestre de 2026, os volumes dessas versões cresceram na casa dos 40% no Brasil , enquanto o volume total de cerveja da fabricante avançou apenas 0,5% na comparação anual. O desempenho reforça a aposta da companhia em produtos voltados a diferentes perfis e ocasiões de consumo. O portfólio de opções equilibradas, chamado de “balanced choices”, que inclui cervejas com menos calorias e carboidratos e versões sem álcool, mais que dobrou de volume no País. Entre os destaques, a Stella Pure Gold quase triplicou suas vendas em volume, enquanto a Michelob Ultra cresceu mais de cinco vezes. A busca por produtos de maior valor agregado também impulsionou as cervejas premium, cujos volumes cresceram na faixa alta dos 10%. Na contramão, o segmento tradicional, conhecido como “mainstream”, apresentou retração na faixa intermediária de um dígito no trimestre. Apesar da força dessas categorias, o volume total de cerveja da Ambev no Brasil cresceu apenas 0,5%, para 21,673 milhões de hectolitros. O desempenho ficou abaixo da expansão de aproximadamente 4% registrada pela indústria cervejeira brasileira no período, segundo dados da Nielsen citados pela fabricante. A companhia, porém, destaca que a leitura conjunta dos últimos dois trimestres oferece um cenário mais favorável. Considerando o segundo e o terceiro trimestres, para reduzir as distorções provocadas pelo calendário e pela Copa do Mundo, os volumes da Ambev cresceram 2,7%, ante avanço de 1,3% da indústria. Segundo a fabricante, houve ganhos sequenciais de participação de mercado. A recuperação do setor foi favorecida pela Copa do Mundo, embora o consumo ainda tenha enfrentado pressões sobre a renda disponível e condições climáticas mistas. A Ambev também ampliou os investimentos em marketing, com crescimento orgânico de dois dígitos no trimestre. Margens pressionadas A expansão das categorias de maior valor agregado acompanhou o crescimento da receita líquida da operação brasileira de cerveja, que avançou 4,8%, para R$ 10,1 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros e impostos) ajustado da divisão atingiu R$ 3,543 bilhões, alta reportada de 4,4%, mas crescimento orgânico de apenas 1%. Já a margem Ebitda ajustada ficou em 34,9%, com retração de 1,3 ponto porcentual em termos orgânicos. A rentabilidade foi pressionada pelo aumento de 5,4% no custo por hectolitro, refletindo principalmente das pressões sobre os preços de commodities e da composição do portfólio. As despesas com vendas, gerais e administrativas cresceram 9,2%, diante de maiores investimentos em vendas, marketing e distribuição. Fora do mercado cervejeiro, a operação brasileira de bebidas não alcoólicas voltou a crescer em volume. O avanço foi de 3,6%, para 8,041 milhões de hectolitros, acompanhado de alta de 6,3% na receita líquida. Segundo a Ambev, houve recuperação sequencial da participação de mercado, enquanto o portfólio de bebidas sem açúcar cresceu dois dígitos, impulsionado pelo Guaraná e pela família PepsiCo.