Crédito no Brasil atinge R$ 7,4 trilhões em setembro, diz BC
Percentual de inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional situou-se em 5%
O estoque total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional somou R$ 7,4 trilhões em setembro, com alta de 0,4% no mês, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central nesta 5ª feira (29.set.2026). Eis a íntegra (PDF – 419 kB). No mês, o crédito para pessoas jurídicas aumentou 1%, para R$ 2,8 trilhões. Já o crédito para pessoas físicas cresceu 0,1%, totalizando R$ 4,7 trilhões. Em 12 meses, o crédito total cresceu 8,6% (ante 9,4% nos 12 meses até agosto), com altas de 6,5% no crédito às pessoas jurídicas (7,3% no mês anterior) e de 9,9% no crédito às pessoas físicas (10,7% no mês anterior). O estoque de crédito com recursos livres alcançou R$ 4,2 trilhões em setembro, com aumento de 0,8% no mês e de 6,5% em 12 meses. No segmento destinado às empresas, o saldo avançou 1,7% no mês e 1,2% em 12 meses, somando R$1,6 trilhão. Já o crédito livre para pessoas físicas totalizou R$ 2,6 trilhões, com altas de 0,2% no mês e de 10% em 12 meses. Segundo o BC, foram determinantes as expansões das carteiras de crédito pessoal consignado para beneficiários do INSS e para trabalhadores do setor privado e aquisição de veículos. A taxa média de juros das concessões foi de 32,4% ao ano em setembro, com altas de 0,2 pontos percentuais no mês. A taxa média de juros das operações com recursos livres situou-se em 49% a.a. em setembro, com incrementos de 0,5 p.p. no mês e de 3,2 p.p. em 12 meses. No crédito livre às empresas, a taxa média aumentou 0,4 p.p. no mês e 0,2 p.p. em 12 meses, ao atingir 24,4% a.a. De acordo com o BC, prevaleceu o efeito da variação das taxas, com destaque para o aumento da taxa média de capital de giro com prazo superior a 365 dias (1,4 pp). No crédito livre às famílias, a taxa média de juros atingiu 62,4% a.a., com aumentos de 0,6 p.p. no mês e de 3,7 p.p. em 12 meses, com contribuições equivalentes do efeito da variação da composição das carteiras (efeito saldo) quanto do efeito taxa em setembro. Destacaram-se o aumento da taxa média de cartão de crédito rotativo (6,8 p.p.) e a menor participação das operações de cartão de crédito à vista na composição das carteiras. O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 22,1 trilhões (164,9% do Produto Interno Bruto) em setembro –avanço mensal de 0,7%. Em 12 meses, o crescimento foi de 11,5%, destacando-se os crescimentos de 16,2% em títulos públicos e 8,6% em empréstimos do SFN. O crédito ampliado às empresas ficou em R$ 7,3 trilhões em setembro (54,4% do PIB), avanço de 0,7% no mês. Em 12 meses, a expansão de 8% foi impulsionada pelos crescimentos de 13,7% nos títulos privados de dívida e 5,9% nos empréstimos do SFN. INADIMPLÊNCIA O percentual de inadimplência da carteira de crédito total do SFN situou-se em 5%, estável no mês, com aumento de 0,9 p.p. em 12 meses. Nas operações com pessoas jurídicas, a inadimplência recuou 0,1 p.p no mês, situando-se em 3,3%. Já nas operações com pessoas físicas, a inadimplência permaneceu estável em setembro, em 6%. Em 12 meses, a inadimplência dessas carteiras cresceu 0,5 p.p. e 1,1 p.p., respectivamente. No crédito com recursos livres, a inadimplência atingiu 6,6% do total da carteira, com estabilidade no mês e aumento de 1 p.p. em 12 meses. Por segmento, a inadimplência das operações com empresas recuou 0,1 p.p. no mês e aumentou 0,6 p.p. em 12 meses, situando-se em 4,2%, enquanto com as famílias esse indicador avançou 0,1 p.p. no mês e 1,2 p.p. em 12 meses, ficando em 8,1%.