IGP-M desacelera alta em outubro para 1,47%, com menor pressão de preços do agro

Por InfoMoney · Categoria: Mercado ·

O ⁠Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 1,47% em ⁠outubro, recuando da alta de 1,57% registrada em setembro, ‌em meio a uma desaceleração da alta de produtos agropecuários, disse a Fundação Getulio Vargas nesta quinta-feira. Com o resultado, ‌o índice passou a acumular alta de 5,24% em 12 me

Pessoas fazem compras em feira de rua em São Paulo, Brasil – 24/10/2026 (Foto: REUTERS/Alexandre Meneghini) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Feira-popular-Brasil.jpg?fit=1280%2C853&quality=70&strip=all" /> O ⁠Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 1,47% em ⁠outubro, recuando da alta de 1,57% registrada em setembro, ‌em meio a uma desaceleração da alta de produtos agropecuários, disse a Fundação Getulio Vargas nesta quinta-feira. Com o resultado, ‌o índice passou a acumular alta de 5,24% em 12 meses. A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma elevação de 1,59% em outubro. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura ⁠a ‌variação dos preços no atacado, teve alta de 1,93% em ⁠outubro, abaixo da aceleração de 2,08% observada em setembro. “A menor variação do IPA decorreu da desaceleração dos produtos agropecuários, que avançaram 1,29%, ante 3,07% em setembro. Os principais responsáveis por esse movimento foram os preços do ​milho, da soja, do tomate e da batata-inglesa”, disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE. Leia mais: CNI reduz projeção para o PIB e eleva estimativas de inflação e dívida pública Na mesma linha, o Índice de ​Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, também desacelerou, aumentando 0,45% em outubro, contra uma elevação de 0,50% em setembro, influenciado principalmente pela queda expressiva das tarifas de energia elétrica residencial. “No entanto, o principal ‌sinal de atenção vem dos preços dos ​alimentos in natura, especialmente do grupo Hortaliças e Legumes, que, diferentemente dos preços ao produtor, aceleraram na passagem mensal, registrando alta de 10,6%. Entre ⁠os fatores que ​explicam esse movimento ​estão condições climáticas mais adversas do que o padrão sazonal histórico, que intensificaram ⁠as restrições de oferta em alguns ​produtos, como o tomate. Para os próximos meses, a expectativa é de manutenção da volatilidade desses preços. Além disso, os efeitos ​do El Niño aumentam a probabilidade de novas pressões sobre o grupo Gêneros Alimentícios, que deverá continuar ​apresentando elevações expressivas”, ⁠disse Dias. Leia mais: IPC-Fipe desacelera para 0,52% na 3ª quadrissemana de outubro O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, acelerou a alta ⁠em outubro, para uma elevação de 0,35%, contra 0,25% em setembro. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. The post IGP-M desacelera alta em outubro para 1,47%, com menor pressão de preços do agro appeared first on InfoMoney .