Gerdau: Itaú BBA eleva recomendação de GGBR4 para compra e ações sobem forte

Por InfoMoney · Categoria: Mercado ·

O Itaú BBA elevou a recomendação para as ações da Gerdau (GGBR4) de marketperform (desempenho em linha com a média do mercado, equivalente à neutra) para outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra), e aumentou o preço-alvo para o fim de 2027 de R$ 29 para R$ 31 por ação,

Foto: Divulgação " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2019/06/gerdau-1.jpg?fit=900%2C624&quality=70&strip=all" /> O Itaú BBA elevou a recomendação para as ações da Gerdau ( GGBR4 ) de marketperform (desempenho em linha com a média do mercado, equivalente à neutra) para outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra), e aumentou o preço-alvo para o fim de 2027 de R$ 29 para R$ 31 por ação, com o novo valor implicando potencial de valorização de cerca de 29% em relação aos preços atuais. Às 10h53 (horário de Brasília) desta quinta-feira (29), os papéis GGBR4 subiam 4,23%, a R$ 25,11. Segundo o banco, a combinação de fundamentos mais fortes e uma queda recente das ações voltou a tornar a relação risco-retorno atrativa. Desde o rebaixamento da companhia em agosto, os papéis da siderúrgica acumulam desempenho inferior ao Ibovespa, enquanto o ambiente operacional evoluiu de forma favorável, especialmente nos Estados Unidos. “O pano de fundo passou a jogar a favor da Gerdau”, afirmam os analistas. Entre os fatores destacados estão a desvalorização do real frente ao dólar, para cerca de R$ 5,40, e uma série de aumentos de preços implementados pela companhia no mercado norte-americano ao longo do terceiro trimestre e início do quarto trimestre. Operação nos EUA é principal destaque A principal mudança na tese do Itaú BBA está relacionada ao desempenho da divisão norte-americana, que responde por aproximadamente três quartos do EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) consolidado da companhia. A margem EBITDA da operação nos Estados Unidos alcançou 27,7% no terceiro trimestre, o maior nível desde 2022, impulsionada por reajustes de preços em produtos longos, vigas e vergalhões, além de uma carteira de pedidos superior a 100 dias. Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa oscila em meio a dados econômicos e balanços Bolsas dos EUA recuam em meio a novos balanços, de PIB e PCE Diante desse cenário, o banco elevou sua projeção para a margem EBITDA da operação norte-americana em 2027 para 24,6%, ante 21,3% anteriormente. Com isso, a estimativa de EBITDA da região foi revisada para R$ 10,3 bilhões. O Itaú BBA também destaca que a Gerdau é uma das empresas mais dolarizadas de sua cobertura. Com cerca de 73% do EBITDA vindo da América do Norte, a companhia tende a ser beneficiada por um real mais fraco e funciona como uma proteção natural contra volatilidade doméstica. Brasil segue como ponto de atenção Apesar do otimismo com os negócios internacionais, a operação brasileira continua sendo o elo mais fraco da história de investimentos da companhia. Os analistas reduziram suas estimativas para a margem EBITDA no Brasil em 2027 para 11,7%, ante 14,4% anteriormente. A revisão reflete uma recuperação mais lenta da demanda doméstica, ainda pressionada pelos juros elevados e pela inflação, além de expectativas mais conservadoras para os benefícios do projeto Miguel Burnier. A avaliação é que o consumo aparente de aço continua enfraquecido e que a empresa deve enfrentar pressão adicional de preços e maior participação das exportações no mix de vendas. Estimativas sobem e dividendos atraem Com a melhora das perspectivas para a América do Norte, o Itaú BBA elevou suas projeções financeiras para a siderúrgica. O banco agora estima EBITDA de R$ 13,7 bilhões em 2026 e de R$ 14,2 bilhões em 2027, revisões para cima de 4,7% e 2,4%, respectivamente. As projeções também apontam para geração robusta de caixa. O banco calcula um rendimento de fluxo de caixa livre (FCF yield) de cerca de 12% em 2027 e dividend yield próximo de 9%, além de alavancagem bastante baixa, com dívida líquida equivalente a apenas 0,3 vez o EBITDA. Segundo o relatório, a companhia vem mantendo uma política de alocação de capital favorável aos acionistas. Em 2026, dividendos e recompras de ações já superaram R$ 1,8 bilhão. Para o Itaú BBA, o atual valuation da Gerdau, negociando a cerca de 3,6 vezes EV/EBITDA projetado para 2027, não reflete adequadamente a melhora operacional da companhia, especialmente nos Estados Unidos, justificando o retorno da recomendação de compra para as ações. The post Gerdau: Itaú BBA eleva recomendação de GGBR4 para compra e ações sobem forte appeared first on InfoMoney .