Após Bradesco e Itaú, Santander também eleva juros do crédito imobiliário

Por InfoMoney · Categoria: Mercado ·

O Santander confirmou no fim da tarde desta quinta-feira (29) que também irá reajustar as taxas do crédito imobiliário, ampliando o movimento iniciado por Bradesco e, posteriormente, Itaú, em meio à disparada dos juros futuros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Santa

Logotipo do banco espanhol Santander é visto na fachada de um prédio em Madri, em 27 de outubro de 2011 REUTERS/Andrea Comas " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-tela-2026-10-28-080834.png?fit=971%2C621&quality=70&strip=all" /> O Santander confirmou no fim da tarde desta quinta-feira (29) que também irá reajustar as taxas do crédito imobiliário, ampliando o movimento iniciado por Bradesco e, posteriormente, Itaú, em meio à disparada dos juros futuros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Santander, a partir de 30 de outubro as operações passarão a ser oferecidas com taxas a partir de 12,49% ao ano mais Taxa Referencial (TR) – hoje próxima a 2% ao ano. Até ontem (28) taxa mínima confirmada pelo banco era de 11,69% ao ano mais TR. “O banco acompanha regularmente os indicadores econômicos e as condições do mercado imobiliário e avalia continuamente as condições de seus produtos de crédito”, informou a instituição. Também nesta quinta-feira o Itaú reajustou a taxa mínima do crédito imobiliário de 11,99% para 12,95% ao ano mais TR, dois dias depois de o Bradesco elevar sua taxa de 11,7% para 15% ao ano mais TR. “Os reajustes em financiamentos imobiliários costumam ocorrer de forma gradual, geralmente entre 0,1 e 1 ponto percentual. Um aumento de 3,3 pontos percentuais de uma única vez, como foi o do Bradesco, é completamente fora do padrão. Nossa avaliação é que foi uma forma do banco tornar seu financiamento menos atrativo em relação aos concorrentes, e dar uma ‘travada’ em novas contratações. O movimento do Itaú estaria mais dentro do que consideramos normal, visto a expectativa dos juros futuros”, disse Paulo Padro, cofundador e especialista em crédito imobili á rio da MySide. Para Padro, a grande incógnita paira sobre a Caixa, que é responsável por quase 70% do crédito habitacional do país, com uma carteira superior a R$ 1 trilhão. “A dúvida realmente é o que a Caixa vai fazer, já que isso depende da diretriz do governo federal”, disse. Até o momento, a Caixa não respondeu aos questionamentos da reportagem. Por trás dos aumentos A avaliação predominante no mercado é que os reajustes estão ligados à forte abertura da curva de juros observada após as eleições. Como parte relevante do funding imobiliário vem de instrumentos de mercado, como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), a alta dos juros futuros aumenta o custo esperado de captação dos bancos. O efeito é particularmente relevante porque os financiamentos imobiliários podem durar mais de 30 anos, enquanto boa parte das fontes de recursos utilizadas para financiá-los possui prazo muito menor. Com isso, instituições financeiras tendem a ajustar suas taxas quando percebem uma mudança relevante nas condições futuras de mercado. The post Após Bradesco e Itaú, Santander também eleva juros do crédito imobiliário appeared first on InfoMoney .