Vorcaro tenta rebater PF, diz que não houve fraude com BRB e afirma estar ‘preso injustamente’
BRASÍLIA - Em depoimento prestado à Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro tentou rebater os investigadores do caso, afirmou que não houve fraude na venda de carteiras do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB) e disse que está “preso injustamente” por conta disso. O banqueiro adotou u
BRASÍLIA - Em depoimento prestado à Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro tentou rebater os investigadores do caso, afirmou que não houve fraude na venda de carteiras do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB) e disse que está “preso injustamente” por conta disso. O banqueiro adotou um tom de confronto ao longo de duas horas de depoimento, prestado no último dia 15 de setembro, e disse que a Polícia Federal e o Banco Central deveriam “assumir suas responsabilidades” e “agir a favor da verdade”. A PF promoveu o indiciamento de Vorcaro por crimes financeiros em relatório enviado na quarta-feira, 28, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e apontou que o banqueiro teve participação ativa na venda de R$ 12 bilhões de carteiras de crédito consignado fraudulentas. Vorcaro argumentou que essas carteiras foram substituídas por outros ativos e, por isso, não teriam causado prejuízo ao BRB. A investigação, porém, aponta que também havia problemas nesses outros ativos. “Esse caso virou uma pressão nacional, eu entendo isso tudo, Os senhores sofrem essa pressão também. Mas passa a espuma de mídia e vai ficar na história quem tem coragem de ver a verdade. E eu tô preso injustamente por conta disso. Eu não fiz fraude nenhuma com BRB, eu não lesei nada o BRB, ao contrário, coloquei ativos pessoais meus abaixo do preço pra poder trocar a transação. Eu só preciso ter um voto de confiança. Contrata uma empresa internacional pra ver quanto os ativos valem, eu vou pedir essa perícia lá na ação civel. Vai ficar claro que a minha atitude foi de resolver o problema e de não fazxer fraude nenhuma”, afirmou Vorcaro. Em outro momento do depoimento dele, o banqueiro tentou confrontar a PF e disse que o Banco Central seria responsabilizado por ter apontado as fraudes do Master. “Uma hora a verdade vai aparecer. as próprias pessoas do Banco Central vão ser responsabilizadas um dia. Por isso que eu tô chamado a coragem de agir, porque hoje é difícil agir com coragem e a favor da verdade. O fácil é falar: ‘olha fraude, não sei o quê, e incrimina isso aqui’. Isso é fácil. Tanto que tá todo mundo fazendo. Mas vai passar esse momento e quando passar vão ver: ‘teve fraude?’ Não”, disse Vorcaro. Ao final do depoimento, ele pediu à PF que arquivasse as investigações contra ele e o mandasse de volta para casa. “Arquive esse processo porque não tem prova nenhuma”, disse.