MPT pede indenização de R$ 50 mi para a Meta por conteúdos de assédio eleitoral

Por InfoMoney · Categoria: Mercado ·

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou com ação civil pública na Justiça do Trabalho contra a Meta – proprietária do Instagram, Facebook e WhatsApp – nesta quinta-feira (29). O MPT exige que a empresa retire do ar as publicações que convocam empresários a vigiar, expor, não contratar e dem

FILE PHOTO: A 3D-printed Meta logo is seen in this illustration taken July 20, 2026. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2026-10-20T172543Z_1434439757_RC2JHMAW47W6_RTRMADP_3_BRAZIL-ELECTION-META-PLATFORMS.jpg?fit=1280%2C854&quality=70&strip=all" /> O Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou com ação civil pública na Justiça do Trabalho contra a Meta – proprietária do Instagram, Facebook e WhatsApp – nesta quinta-feira (29). O MPT exige que a empresa retire do ar as publicações que convocam empresários a vigiar, expor, não contratar e demitir trabalhadores por causa do voto em até 24 horas. Além disso, exige uma indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. Com o fim das eleições gerais no último domingo (25), empresários, influenciadores e parlamentares orientaram empregadores a vasculhar as redes sociais de trabalhadores com o objetivo de descobrir sua posição política e, por consequência, seu voto. Caso a opção fosse diferente da do patrão, eram orientados a mandá-los embora ou até mesmo expô-los ao ridículo. Entre a meia-noite do dia 26 de outubro e as 12h do dia 29, o MPT recebeu 1.459 denúncias de assédio eleitoral, de um total de 3.396 registradas nas eleições deste ano. Leia também TSE ainda irá julgar 29 ações eleitorais de Lula e Flávio Bolsonaro Das 15 ações enfrentadas por Lula, 13 foram protocoladas pela equipe jurídica de Flávio Trump diz que conversará com Lula e que petista pediu para não interferir na disputa Presidente norte-americano destacou que presidente brasileiro reeleito solicitou que ele não tomasse partido A ação diz que a responsabilidade é da plataforma digital, pois além de ter permitido conteúdos ilegais durante os dias, ampliou o alcance das postagens com as próprias ferramentas da empresa (como a aba Explorar e os Reels sugeridos), resultando em um maior engajamento. Para o MPT, a empresa dispõe de sistemas automatizados, combinados com revisão humana, que já identificam e removem outros tipos de conteúdo em larga escala. Em caráter de urgência, o MPT pede que a Meta exclua as publicações de assédio eleitoral em até 24 horas, sob multa de R$500 mil por conteúdo mantido, e exiba um aviso a todos os usuários brasileiros que não compactua com manifestações que incentivam a discriminação, retaliação ou punição de trabalhadores por suas posições políticas. O MPT também requer a notificação aos perfis responsáveis pelos conteúdos ilegais, suspensão aos que voltem a fazer essas postagens e a desativação em caso de nova reincidência. Na ação assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, pela procuradora-chefe do MPT-SP, Vera Lúcia Carlos, além dos procuradores Igor Gonçalves, Luciana Coutinho, Tatiana Amormino, Diego Jimenez e Marcos Cutrim, o MPT quer que a empresa crie uma política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, mude suas regras de uso para proibir expressamente esse tipo de conteúdo, reforce a moderação em períodos eleitorais e preste contas periodicamente à Justiça. The post MPT pede indenização de R$ 50 mi para a Meta por conteúdos de assédio eleitoral appeared first on InfoMoney .