BP quadruplica lucro para US$ 8,5 bilhões com guerras inflacionando petróleo e supera as expectativas do mercado
Resultado ajustado fica acima da previsão de US$ 6,19 bilhões, com caixa de US$ 14,8 bilhões e dívida líquida de US$ 13,9 bilhões, mas petrolífera prevê menor atividade de refino no fim do ano O post BP quadruplica lucro para US$ 8,5 bilhões com guerras inflacionando petróleo e supera as expectativa
A petrolífera britânica BP registrou lucro ajustado de US$ 8,5 bilhões no terceiro trimestre de 2026, quase quatro vezes os US$ 2,2 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (30), superou a expectativa de US$ 6,19 bilhões dos analistas consultados pela LSEG. O desempenho foi impulsionado pelas margens mais elevadas no refino de petróleo e pelos ganhos nas operações de comercialização de gás. A companhia se beneficiou da alta dos preços dos combustíveis em um mercado internacional marcado por conflitos e dificuldades de abastecimento. A área de clientes e produtos, que reúne as atividades de refino e comercialização, registrou resultado operacional ajustado de US$ 6,9 bilhões, ante US$ 1,7 bilhão um ano antes. A margem indicativa de refino, que mede a rentabilidade potencial da transformação do petróleo em derivados, saltou de US$ 15,8 para US$ 46,7 por barril. O crescimento ocorreu mesmo com a redução da produção de petróleo e gás. A BP produziu o equivalente a 2,22 milhões de barris por dia, abaixo dos 2,36 milhões registrados no terceiro trimestre de 2025. Em contrapartida, a disponibilidade de suas refinarias atingiu 96,5%, refletindo maior eficiência operacional. Leia também: Petróleo supera US$ 117 com novos ataques a instalações na Arábia Saudita Geração de caixa cresce e dívida recua Os resultados também fortaleceram a posição financeira da companhia. A geração de caixa das operações alcançou US$ 14,8 bilhões entre julho e setembro, contra US$ 7,8 bilhões no mesmo período do ano passado. No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, o valor chegou a US$ 28,5 bilhões, crescimento de aproximadamente 69% em relação aos US$ 16,9 bilhões registrados em 2025. Com o aumento dos recursos disponíveis, a BP reduziu sua dívida líquida para US$ 13,9 bilhões, ante US$ 22,3 bilhões no trimestre anterior e US$ 26,1 bilhões um ano antes. O endividamento ficou abaixo da faixa de US$ 14 bilhões a US$ 18 bilhões que a companhia havia estabelecido como meta para o fim de 2027. A melhora financeira acompanha a estratégia de redução de custos e venda de ativos. Segundo o balanço, a BP acumulou US$ 4 bilhões em cortes estruturais de despesas desde o fim de 2023 e prevê arrecadar cerca de US$ 8 bilhões com a venda de negócios e outros ativos ao longo de 2026. Apesar dos resultados acima das expectativas, a petrolífera prevê uma atividade menor no último trimestre do ano. O volume de petróleo processado em suas refinarias deverá ficar entre 1,16 milhão e 1,21 milhão de barris por dia, abaixo dos 1,396 milhão registrados no terceiro trimestre, em razão da venda de uma unidade na Alemanha e de paradas programadas para manutenção. A presidente-executiva da BP, Meg O’Neill, também afirmou à CNBC que as margens de refino começaram a apresentar sinais de enfraquecimento, acompanhando a redução sazonal da demanda por combustíveis. Para o conjunto de 2026, a companhia mantém a previsão de produção entre 2,21 milhões e 2,25 milhões de barris equivalentes de petróleo e gás por dia, enquanto os investimentos devem ficar entre US$ 13,5 bilhões e US$ 14 bilhões. O post BP quadruplica lucro para US$ 8,5 bilhões com guerras inflacionando petróleo e supera as expectativas do mercado apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC .