Hackers norte-coreanos ligados estão entre os melhores do mundo, dizem especialistas
30 Out (Reuters) – Hackers norte-coreanos, provavelmente responsáveis pelo roubo recorde de US$ 6,3 bilhões da corretora de criptomoedas Binance, estão entre os ladrões de criptomoedas mais prolíficos do mundo, e recursos obtidos ajudam a financiar programas de armamento do país, afirmaram especi
Ilustração de código binário em tela com uma bandeira da Coreia do Norte no fundo " data-image-caption=" Ilustração de código binário em tela com uma bandeira da Coreia do Norte no fundo (REUTERS/Thomas White/Ilustração) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Captura-de-tela-2024-07-25-162756.png?fit=1086%2C728&quality=70&strip=all" /> 30 Out (Reuters) – Hackers norte-coreanos, provavelmente responsáveis pelo roubo recorde de US$ 6,3 bilhões da corretora de criptomoedas Binance, estão entre os ladrões de criptomoedas mais prolíficos do mundo, e recursos obtidos ajudam a financiar programas de armamento do país, afirmaram especialistas em segurança cibernética nesta sexta-feira. As empresas de investigação de blockchain TRM Labs e Chainalysis atribuem o roubo a um grupo de hackers norte-coreano conhecido como “TraderTraitor”, nome usado em um alerta conjunto de 2022 do FBI, da CISA e do Tesouro dos EUA que descrevia como os hackers usavam softwares maliciosos e outros artifícios para atacar desenvolvedores de software e equipes de TI em empresas de criptomoedas. Leia também BC do Japão mantém taxa de juros em 1,25% ao ano, mas eleva inflação para 2027 No mês passado, a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) no Japão acelerou para 2,1% na taxa anual, acima da meta pela primeira vez em nove meses PIB da zona do euro cresce 0,4% no 3º trimestre, mais do que o esperado Analistas consultados pela FactSet previam alta de 0,2% no período A Coreia do Norte roubou pelo menos US$6,75 bilhões em criptomoedas até o final de 2025, afirmou a Chainalysis em um relatório de dezembro de 2025. Esse total inclui o roubo de US$1,5 bilhão na corretora ByBit, em fevereiro de 2025. O grupo também atacou a Bitget, uma corretora diferente, levando US$387 milhões em setembro, segundo especialistas, elevando o total mínimo de criptomoedas roubadas pela Coreia do Norte para cerca de US$13,5 bilhões, afirmou Michael Barnhart, pesquisador da empresa de segurança cibernética DTEX. A Binance informou que ela e outras entidades estavam trabalhando para congelar parte das criptomoedas roubadas, com cerca de US$3 bilhões localizados até o momento. “Depois da Bitget, grande parte da comunidade já esperava algo assim”, disse Barnhart. O TraderTraitor é o “grupo de hackers mais competente da Coreia do Norte, com foco principal no setor financeiro e composto por alguns dos operadores mais experientes dos programas cibernéticos do regime, que antes faziam parte do APT38”, acrescentou ele, referindo-se às unidades de hackers de longa data da Coreia do Norte voltadas para o setor financeiro. Pesquisadores afirmam que o TraderTraitor tem como alvo desenvolvedores e equipes de TI em instituições financeiras por meio de malware ou ofertas de emprego falsas, levando os candidatos a baixar softwares maliciosos durante entrevistas de emprego falsas, o que dá aos hackers acesso a credenciais de login e outros dados confidenciais. Rafe Pilling, diretor sênior de pesquisa de ameaças da Sophos, disse que os primeiros relatos sobre como os hackers comprometeram a Binance correspondem ao manual de táticas norte-coreano, e que o grupo é especialista em descobrir como os sistemas e a equipe de uma empresa aprovam transferências de dinheiro. “Esse grupo, em particular, é quase que um grupo de artistas quando se trata de invadir essas empresas de finanças distribuídas”, afirmou ele. Financiamento de armas Depois de roubar o dinheiro, os hackers o repassam a grupos chineses de lavagem de dinheiro ligados ao crime organizado, disse Barnhart. Os norte-coreanos também aceitam secretamente empregos em empresas de tecnologia e financeiras nos EUA e em outros países para ganhar dinheiro a ser enviado de volta ao governo norte-coreano e roubar dados confidenciais, afirmou o FBI em um comunicado público de 13 de outubro, acrescentando que o dinheiro arrecadado pelos trabalhadores e hackers ajuda a financiar os programas nucleares e militares da Coreia do Norte. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que o cibercrime norte-coreano é um “problema global” e que o país tem “recorrido cada vez mais ao cibercrime para contornar sanções internacionais e financiar seus programas ilegais de armas de destruição em massa e mísseis balísticos’. ‘Roubos de criptomoedas e lavagem de dinheiro tornaram-se uma parte significativa dessa estratégia’, afirmou o porta-voz. O líder norte-coreano Kim Jong Un exortou o país a conquistar “superioridade absoluta” em drones e outras tecnologias militares, e os ganhos do programa de drones estão diretamente ligados aos roubos e aos esquemas envolvendo trabalhadores de TI no exterior, disse Barnhart. O país também está auxiliando os esforços de guerra da Rússia, acrescentou ele. “A Coreia do Norte enviou tropas, munições e componentes de armas para a Rússia, tudo financiado por meio do mesmo sistema; é por isso que um ataque cibernético envolvendo criptomoedas é uma questão de segurança nacional e não apenas um problema para a corretora que foi atingida”, disse Barnhart. The post Hackers norte-coreanos ligados estão entre os melhores do mundo, dizem especialistas appeared first on InfoMoney .