Nova onda de protestos toma conta da Europa neste sábado; veja fotos

Por Estadão · Categoria: Geral ·

O último dia de outubro marcou mais um episódio das manifestações que tomam as ruas da Europa desde o mês passado, com estudantes e trabalhadores protestando contra o aumento do custo de vida e pedindo por melhores condições econômicas. Neste sábado, 31, além dos movimentos na França, foram registra

O último dia de outubro marcou mais um episódio das manifestações que tomam as ruas da Europa desde o mês passado, com estudantes e trabalhadores protestando contra o aumento do custo de vida e pedindo por melhores condições econômicas. Neste sábado, 31, além dos movimentos na França, foram registrados protestos na Alemanha, Portugal e Albânia. Na França, onde os protestos são liderados por estudantes , mais de 290 pessoas foram presas, informou o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez. O ministro disse, porém, que as manifestações em todo o país transcorreram, em grande parte, de forma ordeira, apesar do que ele classificou como um nível “extraordinário” de violência por parte de alguns grupos. Nuñez atribuiu a culpa aos grupos extremistas de extrema esquerda pelos ataques às forças de segurança, descrevendo o lançamento de um coquetel Molotov contra um policial da tropa de choque em Paris como “tentativa de homicídio”. O policial saiu com ferimentos leves, disse ele aos jornalistas. Na Alemanha, a polícia utilizou canhões de água para dispersar os manifestantes que lançavam fogos de artifício e outros projéteis, ao final de grandes protestos liderados por jovens que terminaram em tensões em várias cidades. Em Berlim, Frankfurt, Colônia e dezenas de outras cidades, os manifestantes saíram às ruas para participar dos protestos organizados pelo grupo “GenZ regelt!” (A Geração Z está no comando!), os mais recentes protagonizados por uma juventude desencantada na Europa. Milhares de policiais foram mobilizados em todo o país e, após manifestações em sua maioria pacíficas, as tensões aumentaram à noite em alguns locais. Os manifestantes haviam saído às ruas empunhando faixas com slogans como “É hora de resistir” e “Merz deve sair”, em referência ao chanceler conservador Friedrich Merz . Em Portugal, os protestos das últimas semanas seguiram o exemplo das manifestações que começaram na vizinha Espanha no mês passado, motivadas por reclamações semelhantes sobre o alto custo da moradia. Na última terça-feira, 27, o presidente português António José Seguro , cuja função é principalmente cerimonial, mas que exerce influência política, convocou o Conselho de Estado, um órgão consultivo, para uma reunião na próxima semana a fim de discutir os protestos em Portugal. As forças de segurança albanesas utilizaram gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar grupos reunidos perto do gabinete do primeiro-ministro Edi Rama, cuja renúncia vem sendo exigida há meses. Desde o início dos protestos no país, em meados de outubro, cerca de 350 pessoas ficaram feridas, entre policiais, manifestantes e pessoas que estavam próximas aos locais onde houve confronto. De acordo com o ministro do interior albanês, Ervin Demo, quase 270 menores de idade foram detidos desde meados de outubro. /COM AFP