Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz em dois dias se os EUA aceitarem exigências
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã , Esmail Baqai , afirmou nesta segunda-feira, 2, que está sendo considerado um plano para reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, e não em uma semana, como previa a proposta anterior, caso os Estados Unidos aceitem suas condições. A rota mar
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã , Esmail Baqai , afirmou nesta segunda-feira, 2, que está sendo considerado um plano para reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, e não em uma semana, como previa a proposta anterior, caso os Estados Unidos aceitem suas condições. A rota marítima, por onde transitavam cerca de 20% do petróleo e do gás liquefeito transportados no mundo antes do conflito, está bloqueada por Teerã desde o início da guerra e é um dos principais focos de tensão entre Washington e Teerã, além de palco frequente de ataques entre as partes. “A possibilidade de implementar esse plano em dois dias é mais uma demonstração da abordagem de boa-fé do Irã”, afirmou Baqai. “Se as exigências do Irã forem atendidas, será possível restabelecer a segurança no Estreito de Ormuz e retomar o processo de negociação em um prazo muito curto”, acrescentou. O porta-voz ressaltou que “a troca de mensagens [com os EUA] continua” por meio de mediadores e que “tudo depende” de Washington aceitar as exigências iranianas. “Só então poderemos falar sobre as próximas etapas”, disse. Desde o início da guerra, desencadeada por ataques israelenses e americanos contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã reivindica o controle de Ormuz e ataca regularmente embarcações que tentam atravessar o estreito sem sua autorização. Em setembro, o Irã havia apresentado, por meio do Catar , um plano para reabrir o estreito seis dias depois de os EUA responderem às suas exigências. Entre elas estavam um cessar-fogo regional, o desbloqueio de ativos iranianos no exterior, o levantamento das sanções contra o setor petrolífero do país e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Os mesmos pontos já constavam do protocolo de acordo de junho, alcançado após um primeiro cessar-fogo, que entrou em vigor em abril. A trégua, no entanto, foi interrompida, e os ataques foram retomados pouco depois. No domingo, 1º, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi , detalhou as exigências do país em uma entrevista à emissora Al Jazeera e afirmou que Washington deveria aceitar “o novo itinerário acordado entre Irã e Omã para o trânsito” de embarcações pelo estreito. Araqchi também mencionou, entre as exigências, a redução da presença militar americana no Oriente Médio . Embora a frente militar tenha se acalmado desde setembro, EUA e Israel , ambos envolvidos em processos eleitorais, ameaçaram retomar os ataques contra o Irã. “Qualquer ato de agressão contra o Irã (...) receberá uma resposta contundente, imediata e abrangente de nossa parte”, afirmou Baqai nesta segunda-feira. / Com informações da AFP